No último sábado, 11 de abril, o Centro Cultural Banco da Amazônia foi palco de um diálogo profundo sobre a arte de eternizar o tempo. A terceira edição da mesa-redonda “A trajetória de cada um: processos e trajetórias na fotografia em Belém” reuniu nomes exponenciais da fotografia paraense para compartilhar os bastidores de suas carreiras e as particularidades do olhar sobre o território amazônico.

O evento, que integrou a programação da exposição “Uma Belém no Olhar de Alguém”, estabeleceu uma conexão direta entre o público e os artistas, transformando a manhã em um espaço de troca de experiências e afetos.

O olhar como recurso de memória

Um dos temas centrais do debate foi o papel da fotografia como um registro permanente da história e das narrativas de um povo. Para os participantes, a câmera não é apenas uma ferramenta técnica, mas um instrumento de preservação da identidade regional.

A fotógrafa Marise Maués emocionou o público ao falar sobre sua relação visceral com a imagem. Segundo ela, a cidade e o inesperado são suas grandes fontes de inspiração na construção de memórias:

“Eu só fotografo o que suscita o meu olhar. Não consigo fotografar encomendado”, revelou Marise, reforçando a autenticidade necessária para capturar a essência de Belém.

Bastidores e Curadoria

A mesa-redonda contou com a presença de fotógrafos renomados, como Celso Lobo, Guy Veloso, Fatinha Silva, Janduari Simões e Rosario Lima, cada um trazendo perspectivas únicas sobre a evolução da fotografia no Pará.

A mediação ficou por conta de Emanuel Franco, curador da exposição, que compartilhou sua surpresa e satisfação com a qualidade técnica e emocional do acervo reunido.

“Me surpreendeu ter recebido tantas imagens significativas diante do conteúdo que estava proposto para a exposição, em cada um desses 21 fotógrafos que participaram”, concluiu Franco, destacando a força das imagens selecionadas para compor a mostra.

Quem é Emanuel Franco?

Nome fundamental para as artes visuais no Pará, Emanuel Franco atua como curador, museólogo e pesquisador. Com uma trajetória que se iniciou nos anos 80, ele foi um dos pilares do Sistema Integrado de Museus do Estado e possui uma vasta experiência no acompanhamento e fomento da arte contemporânea paraense. Sua sensibilidade curatorial é reconhecida por conseguir organizar narrativas que valorizam tanto artistas veteranos quanto novos talentos, sempre com um olhar atento à preservação do patrimônio cultural e artístico da Amazônia.

Ainda é possível conferir de perto as obras que deram origem a essa discussão. A exposição “Uma Belém no Olhar de Alguém” segue em cartaz em nossa galeria.

  • Local: Centro Cultural Banco da Amazônia (Av. Presidente Vargas, 800).
  • Funcionamento: Segunda a sexta, das 9h às 17h.
  • Entrada: Gratuita.

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