Troca de figurinhas da Copa do Mundo rende histórias e eterniza memórias em família, avançando a cada nova edição do maior torneio de futebol do mundo

Um casal, cinco filhos e seis netos com uma tradição mantida há décadas: preencher os álbuns oficiais de figurinhas da Copa do Mundo. Essa é a família do casal Luís Cesar e Sônia Santana, que nem durante uma viagem de turismo por Belém, deixou de lado a missão de tentar completar o álbum deste ano. Moradores de São Paulo, eles se juntaram a outras famílias em mais um encontro para troca de figurinhas promovido pelo Centro Cultural Banco da Amazônia, na capital paraense.

“O meu pai já comprava, mas a gente nunca conseguia encher o álbum. Aí, quando tivemos os meninos, começamos novamente. Mas, quem trabalha mais nessa família somos nós duas”, diz Sônia, apontando para a filha Rebecca, que se define como a responsável por mapear os pontos de troca de figurinhas, onde quer que estejam. “Mamãe é a colecionadora principal, mas eu fico atenta aos eventos e, inclusive, ando com as figurinhas”, explica. “Já eu, sou o caixa e diretor financeiro”, brinca Luís Cesar.

Concentrados, eles negociaram com adultos e crianças para conseguir reduzir o volume de repetidas – missão concluída com sucesso, no sábado, 20. “Chegamos com quase umas 50 e estamos saindo com 20 apenas. Valeu muito a experiência e ainda ganhamos três pacotinhos novos. Realmente, Belém entrega tudo!”, destacou Rebecca.

Os encontros para trocas de figurinhas estão acontecendo em todos os sábados do mês de junho, sempre das 10h às 14h.

Outras programações – As atividades do Centro Cultural Banco da Amazônia aos fins de semana são sempre repletas de opções. Ainda no sábado, enquanto os colecionadores de todas as idades se dedicavam a preencher seus álbuns da Copa, em outro espaço, adultos e crianças acompanhavam e interagiam com as histórias infantis contadas pela atriz Ester Sá, ressaltando povos indígenas e animais da região. “O contador de histórias é como uma ponte: ele liga esse conhecimento ancestral e faz uma travessia para chegar às novas gerações – e a todas as gerações-, na verdade, porque eu trabalho com isso há anos e eu sempre vejo os pais se divertindo, se encantando e se interessando em pesquisar mais sobre essas mitologiais, para seguir apresentando-as às crianças”, explica Ester. “Eu vi na carinha deles que gostaram muito, riram e interagiram o tempo todo. Muito importante ter esse espaço”, completou o engenheiro Tadeu Tavares, que levou os dois filhos, de 9 e 5 anos, para a contação de histórias.

Já no domingo, 21, houve mais programação infantil. Layane Silva, professora, curtiu a saída do Arrastão do Pavulagem na Praça da República, em frente ao Centro Cultural Banco da Amazônia, e depois entrou com os filhos José Inácio e Vicente para aproveitar as atividades e brincadeiras juninas embaladas pela turma do grupo Umbaú Animações. “Ter esse momento para as crianças brincarem de verdade, saindo do ambiente virtual, é muito bom. Elas estão se divertindo demais. E, como responsável, fiquei também impressionada com a organização e a qualidade da programação – tudo gratuito – para tantas crianças”, afirmou.

Sobre o Centro Cultural Banco da Amazônia – O Centro Cultural Banco da Amazônia é um importante espaço de fomento à arte e à cultura na região amazônica. Localizado no coração de Belém – Av. Presidente Vargas nº 800, o espaço promove exposições, mostras e eventos gratuitos, reforçando o compromisso da instituição com a democratização do acesso à cultura e a valorização dos talentos locais e nacionais.

Exposições gratuitas em cartaz

  • Futebol – Exposição Nacional de Humor do Banco da Amazônia
  • Trabalhadores, de Sebastião Salgado

Horários de visitação – Terça a sexta, das 10h às 16h. Sábado, domingo e feriados, das 10h às 14h.