A preservação da memória é um dos pilares do desenvolvimento de qualquer sociedade. Para o Banco da Amazônia, compreender a riqueza dos patrimônios culturais da nossa região é fundamental para fortalecer o sentimento de pertencimento e impulsionar a economia criativa local. Conhecer essas manifestações é entender a formação do povo brasileiro sob a perspectiva da floresta.
O ritmo que emana da terra: Carimbó
O Carimbó é a expressão máxima da alma paraense e amazônida. Sua origem remete ao tupi “kurimbó”, que designa o tambor escavado em tronco de árvore usado para marcar o compasso da dança. Reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, o ritmo sintetiza a fusão das influências indígena, africana e europeia.
A manifestação vai além da música: envolve o artesanato dos instrumentos, a confecção das saias de chita e a organização comunitária. É uma tradição que se mantém viva nas vilas de pescadores e nos centros urbanos, reafirmando a identidade regional a cada batida.

A gastronomia como saber ancestral: Tacacá
A culinária é uma das formas mais diretas de preservação de saberes. O Tacacá, iguaria servida em cuias e apreciada no final da tarde em diversas cidades do Norte, é uma herança indígena que sobreviveu ao tempo. Preparado com tucupi, goma de mandioca, camarão seco e as folhas de jambu, conhecidas pelo efeito anestésico, o prato é um exemplo de aproveitamento dos recursos da biodiversidade.
As tacacazeiras, figuras centrais nessa engrenagem cultural, são detentoras de um saber fazer que movimenta a economia local e preserva técnicas milenares de manipulação da mandioca, base da segurança alimentar da região.

O centro de saberes e trocas: Ver-o-Peso
Inaugurado em 1901 como uma casa de conferência de pesos e medidas, o Complexo do Ver-o-Peso, em Belém, tornou-se o maior entreposto comercial da América Latina. Mais do que um mercado, ele é um ecossistema de trocas simbólicas.
Nas suas docas e barracas, circulam ervas medicinais, peixes de água doce, o açaí recém-chegado das ilhas e o artesanato local. O Ver-o-Peso funciona como um termômetro da produção regional e um museu vivo, onde o patrimônio edificado e o patrimônio humano se encontram diariamente.

A fé que move multidões: Círio de Nazaré
O Círio de Nazaré transcende o aspecto religioso para se tornar um fenômeno cultural de proporções globais. Realizado anualmente em Belém, o evento reúne milhões de pessoas em uma demonstração coletiva de devoção, solidariedade e identidade.
O Círio é um motor econômico para o setor de turismo, serviços e artesanato, além de ser o momento em que a cultura paraense se projeta com mais força para o mundo. A corda, os carros de promessas e a imagem da padroeira compõem um cenário de simbolismo profundo, reafirmando laços sociais e comunitários.

Valorizar o que é nosso é investir no futuro
O Banco da Amazônia reconhece que a cultura é um ativo estratégico. Ao apoiar e divulgar nossos patrimônios, contribuímos para um desenvolvimento que respeita a história e valoriza a diversidade.
Acompanhe as redes sociais do Banco da Amazônia para conhecer as linhas de crédito e incentivos voltados à preservação da nossa identidade.