No dia 16 de junho, o Centro Cultural Banco da Amazônia transformou-se no epicentro de uma reflexão profunda e interdisciplinar. O espaço sediou o “Talk de Arquitetura, Design e Arte Paraense”, um evento marcante que celebrou o encerramento da histórica exposição Trajetórias – Arte Contemporânea Paraense (a primeira mostra deste Edital de Ocupação a ocupar as galerias do Centro Cultural).
Com a participação massiva de mais de 200 pessoas, o encontro reuniu artistas, arquitetos, designers, empresários, estudantes e pesquisadores interessados na produção cultural da nossa região. O debate partiu de uma premissa clara: a arte contemporânea da Amazônia não é uma produção estética isolada, mas sim uma força viva capaz de transformar espaços e moldar as relações humanas.
Memória impressa: O lançamento oficial do livro ‘Trajetórias’
A noite começou com grande prestígio na Galeria 1, onde o público pôde garantir autógrafos e registrar momentos especiais. O grande destaque inicial foi o lançamento oficial do livro Trajetórias.
Com mais de 200 páginas editadas pela LCF Editora, a publicação cumpre o papel fundamental de documentar, registrar e catalogar as mais de 160 obras da renomada Coleção Eduardo Vasconcelos que compuseram a mostra. O livro nasce como um documento histórico precioso para a preservação e difusão do acervo artístico paraense.
Interdisciplinaridade em debate: Os protagonistas da noite
Após a sessão de autógrafos, os convidados dirigiram-se ao debate principal. Conduzido em uma atmosfera de troca rica e enriquecedora, o Talk contou com uma mesa de debatedores de peso, unindo diferentes visões do mercado criativo e imobiliário regional:
- Eduardo Vasconcelos (Professor universitário e colecionador);
- Pedro Bentes Filho (Professor e advogado);
- Vânia Leal (Professora e curadora);
- Guá Arquitetura e o arquiteto Pablo do Vale;
- André Moreira (Sócio da construtora Leal Moreira);
- Leopoldo Couceiro (Designer, empresário e sócio da Quadra Engenharia).
A abertura institucional foi conduzida por Geraldo Monteiro, Coordenador Interino do Centro Cultural Banco da Amazônia, que destacou o orgulho do banco em cumprir seu papel de fomento ao desenvolvimento cultural sustentável do território.
Voz ativa e conexões nos bastidores
O grande diferencial do evento foi a intensa participação do público no momento aberto para perguntas. Os participantes trouxeram reflexões profundas sobre os desafios do setor cultural, o mercado de colecionismo privado como preservação histórica e a crescente inserção de obras de arte locais em projetos contemporâneos de arquitetura e design de interiores.
Após o encerramento do debate, as conexões continuaram nos bastidores durante um coquetel de confraternização. Nas conversas informais, o clima era de entusiasmo: profissionais experientes, empresários da construção civil e jovens estudantes aproveitaram o espaço para aproximar seus campos de atuação e debater o futuro da economia criativa na Amazônia.
O sucesso da noite reforçou a importância de manter o Centro Cultural de portas abertas para debater a nossa identidade. O encerramento da exposição Trajetórias deixa um legado físico (através do livro) e intelectual, consolidando a criatividade como ferramenta de sensibilização social.
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