O desenvolvimento rural sustentável na Amazônia acaba de ganhar um novo fôlego. Durante o Bioeconomy Amazon Summit, em Belém, o Banco da Amazônia e o Instituto Amazon People anunciaram uma parceria estratégica para facilitar o acesso ao crédito e impulsionar a implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs) na região.

A iniciativa visa oferecer mais segurança às operações financeiras e expandir o modelo de produção que concilia geração de renda com a preservação da floresta.

O poder dos Sistemas Agroflorestais (SAFs)

A parceria tem como base o sucesso do programa-piloto desenvolvido na Vila Jutaí, em Moju (PA). Lá, o Instituto Amazon People já beneficia famílias de agricultores que produzem dendê, cacau, açaí e andiroba em harmonia com o ecossistema.

O programa fornece uma solução completa, que vai além do financiamento:

  • Regularização ambiental das propriedades;
  • Assessoria técnica e operacional;
  • Gestão e manejo dos sistemas produtivos;
  • Capacitação e negociação direta com compradores para o escoamento da produção.

Crédito que respeita o tempo da natureza

Um dos grandes diferenciais desta parceria é a adequação das condições financeiras à realidade do campo. Como explicou Dea Mendonça, CEO do Amazon People, o crédito possui custo acessível, e o agricultor só começa a pagar após o início da produção, respeitando o tempo de maturação das culturas.

Em Jutaiteua, o trabalho que começou com 12 famílias já alcança 30 lares, somando mais de 200 mil árvores plantadas e provando que a escala é possível quando há suporte financeiro e técnico.

Investimento recorde na agricultura familiar

O anúncio reforça o posicionamento do Banco da Amazônia como o principal indutor de desenvolvimento da Região Norte. Samara Farias, Gerente Executiva de Sustentabilidade da instituição, destacou que apoiar o CPF do agricultor familiar é uma estratégia prioritária.

“Nossa estratégia é investir na agricultura familiar, entendendo o apoio necessário a essa cadeia pela importância que ela exerce na Amazônia e na nossa floresta”, pontua Samara.

Os números confirmam esse compromisso: em 2025, o Banco da Amazônia atingiu o valor recorde de mais de R$ 2 bilhões investidos exclusivamente na agricultura familiar, superando todos os resultados anteriores.

União de forças

O debate no Bioeconomy Amazon Summit também contou com a participação da Semas, reforçando que o sucesso do desenvolvimento rural depende de uma “aliança total”: agentes financiadores, assistência técnica e órgãos de regularização ambiental trabalhando juntos.

Com essa parceria, o Banco da Amazônia não apenas fornece o recurso, mas também abre as portas do mercado para que quem planta e protege a floresta possa colher um futuro mais próspero e sustentável.

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