O cenário financeiro de Nova Iorque foi palco de um anúncio histórico para o futuro da sustentabilidade no Brasil. Durante a programação da Brazil Week, o Banco da Amazônia, o Instituto Amazônia+21 (IAMZ+21) e a Global Citizen oficializaram a criação de um fundo filantrópico pioneiro focado na agricultura regenerativa.

Com uma meta de captação de US$ 25 milhões até setembro deste ano, a iniciativa utiliza o modelo de blended finance (capital catalítico) para enfrentar um dos maiores desafios da região: levar crédito e tecnologia a quem mais precisa, o pequeno produtor rural.

O papel estratégico do Banco da Amazônia

Como cotista âncora, o Banco da Amazônia inicia o fundo com um aporte de US$ 2 milhões. Este movimento não é isolado; faz parte de um compromisso robusto assumido pela instituição durante a COP 30 para ancorar R$ 500 milhões em fundos ESG até o fim de 2026.

Damos um passo decisivo para conectar pequenos produtores a uma nova lógica de financiamento, que reconhece a floresta em pé como ativo econômico e coloca a Amazônia no centro das soluções globais para o clima”, afirma Luiz Lessa, Presidente do Banco da Amazônia.

Do Global Citizen NOW ao solo de Rondônia

O anúncio ocorreu no evento Global Citizen NOW, onde o Diretor de Controle e Risco do Banco, Fábio Maeda, participou de painéis estratégicos sobre a economia regenerativa. A operação prática do fundo terá início em Costa Marques, Rondônia, por meio do programa Rural+Verde, com planos de expansão para toda a Amazônia Legal.

O diferencial do projeto é sua modelagem financeira: a partir do segundo ano, a expectativa é que o fundo se torne sustentável por meio do rendimento de seus próprios ativos estruturados.

Fechando lacunas: o compromisso com o futuro

Durante os debates em Wall Street, o Banco da Amazônia assumiu compromissos públicos mensuráveis para garantir que a mudança seja real:

  • Aumento de 50% no financiamento para empresas de bioeconomia nos próximos 18 meses.
  • Criação de um programa de aceleração para startups sustentáveis, oferecendo mentoria e conexão com mercados globais.
  • Transparência total, com a publicação de relatórios de impacto anuais.

O que prova que a mudança está acontecendo?

Para a liderança do Banco, o sucesso dessa iniciativa será medido por indicadores concretos: o crescimento de empresas que lucram protegendo a floresta, a participação real das comunidades locais nos lucros e a redução do desmatamento, aliada ao crescimento econômico.

Ao unir forças com a Global Citizen e o Instituto Amazônia+21, o Banco da Amazônia reafirma que a construção de um futuro sustentável não é apenas sobre proteção, mas sobre colocar capital onde estão as soluções.

  • O fundo: Fundo Banco da Amazônia (Agricultura Regenerativa)
  • Parceiros: Banco da Amazônia, Instituto Amazônia+21 e Global Citizen
  • Foco inicial: Pequenos produtores rurais da Amazônia Legal (início em Rondônia)

Banco da Amazônia. Sonhar. Mover. Impactar.