Por Fábio Maeda

CFO e Diretor de Relações com Investidores e de Controle e Risco

Estar em Nova York durante o GRI Brazil Investment Summit supera a questão de presença institucional; constitui um movimento estratégico para reposicionar o Banco da Amazônia como a ponte definitiva entre o capital global e o desenvolvimento sustentável da maior floresta tropical do mundo.

O GRI Brazil Investment Summit reúne as vozes mais influentes dos setores de infraestrutura, energia e imobiliário do Brasil com investidores e tomadores de decisão internacionais. Este encontro de alto nível oferece uma plataforma única para discussões francas sobre reformas econômicas, projetos estratégicos e oportunidades de investimento que moldarão o futuro do Brasil. É o ambiente ideal para conhecer os gestores que definem o cenário de investimentos do país.

Em um momento em que o mundo busca ativos resilientes e alinhados à agenda climática, viemos reafirmar que a Amazônia representa mais que um desafio de conservação, configurando a maior fronteira de oportunidades econômicas da atualidade.

O investidor internacional que hoje circula por Manhattan busca clareza. Ele não pergunta mais somente se o Brasil é viável, mas sim onde estão os retornos confiáveis na próxima década. Participar deste evento nos permite apresentar dados concretos sobre a solidez da nossa região.

O Banco da Amazônia encerrou ciclos recentes com um crescimento expressivo em sua carteira de crédito, atingindo a marca de R$ 66,8 bilhões, provando que existe uma demanda robusta e bancável no Norte do Brasil.

Essa robustez financeira caminha lado a lado com a nossa função social. Entendemos que o capital global só gera impacto verdadeiro quando alcança as comunidades locais, fortalecendo a base da pirâmide produtiva. Ao estruturarmos operações que conectam grandes fundos de investimento a cooperativas de bioeconomia e pequenos produtores sustentáveis, mitigamos o risco social e criamos um ecossistema econômico regenerativo que protege a floresta enquanto gera riqueza para quem nela habita.

Ao circularmos pelos corredores do centro financeiro do mundo, portamos muito mais que números e projeções, sustentamos o peso e a autoridade de uma instituição que, há 84 anos, entende a mecânica profunda da maior floresta tropical do planeta.

Ao longo das décadas, evoluímos. Deixamos de ser um banco de nicho para nos tornarmos, em 1966, o Banco da Amazônia S.A., o principal braço de fomento da região. Com a Constituição de 1988 e a criação do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), assumimos a responsabilidade de ser o motor financeiro exclusivo que leva crédito barato e prazos longos desde o produtor ribeirinho aos grandes projetos de infraestrutura. Hoje, essa trajetória nos dá uma vantagem competitiva que nenhum algoritmo ou banco digital possui: o conhecimento local profundo e a capilaridade física em um território de dimensões continentais.

O Banco da Amazônia transcende a condição de espectador do futuro; posiciona-se como facilitador estratégico para quem deseja investir, com inteligência e segurança, na região que definirá o amanhã do planeta.

Viemos a Nova York para dialogar com investidores que buscam clareza e segurança. No cenário atual, a questão ultrapassa a viabilidade do Brasil e foca em quem detém a chave para operações sustentáveis na Amazônia com bancabilidade e transparência.

O que trazemos à mesa de discussões em Nova York são diferenciais que nenhum outro player possui com nossa profundidade:

  • Liderança na transição energética: estamos liderando projetos críticos para substituir geradores a diesel por fontes renováveis em sistemas isolados. Um exemplo é nossa parceria de US$ 627 milhões com o Banco Mundial para levar energia limpa a 2,7 milhões de pessoas na Amazônia Legal.
  • Segurança e governança: como uma companhia de capital aberto controlada pelo Tesouro Nacional, oferecemos o rigor regulatório e a transparência que os grandes fundos globais exigem para alocar capital com convicção.

Nossas discussões no GRI Brazil Investment Summit superam a narrativa macro. Estamos mergulhando na mecânica de estabilidade de fluxo de caixa e retornos ajustados ao câmbio. Queremos que o investidor entenda que o Banco da Amazônia é o parceiro ideal para mitigar os riscos de operações na região, aliando rentabilidade financeira a impactos socioambientais concretos.

Olhando para o horizonte, o Banco da Amazônia se prepara para ser muito mais do que um canal de recursos; estamos nos tornando um hub de inovação financeira para o desenvolvimento sustentável. Acreditamos que a integração entre tecnologia, capital internacional e sabedoria local é a única fórmula capaz de garantir que a Amazônia continue sendo um pulmão para o mundo e, simultaneamente, um motor de prosperidade para o nosso país.

O Brasil que apresentamos em Nova York é um país maduro, com marcos regulatórios sólidos e uma instituição, o Banco da Amazônia, pronta para ser o catalisador dessa transformação global.

Nossa missão é impulsionar quem cria o futuro da região e ser a referência financeira do desenvolvimento sustentável do bioma para o mundo. Buscamos resultado com propósito, entendemos a importância da participação ativa em eventos como esse, considerando a necessidade de unir esforços em prol do desenvolvimento da Amazônia.

Fortalecer modelos financeiros é o caminho mais curto para conectar a Amazônia aos grandes centros de investimento global. No Banco da Amazônia, assumimos o protagonismo nessa discussão por acreditarmos que infraestruturas robustas são o motor da economia moderna. Nossa atuação busca assegurar que o desenvolvimento energético regional seja pautado pela estabilidade econômica e pela segurança institucional, oferecendo aos investidores e à sociedade a certeza de que estamos prontos para os desafios do futuro.

Assim como marcamos presença neste importante encontro em Nova York, tivemos participação recente e estratégica na COP 30, em Belém, na Expo Osaka, no Japão, e no Fórum Econômico Mundial 2026, na Suíça, consolidando a instituição como a principal articuladora entre o mercado de capitais global e o progresso da região.

No âmbito da COP 30, assumimos o protagonismo em nossa própria sede ao liderar a mobilização de recursos destinados à bioeconomia e ao mercado de créditos de carbono, demonstrando viabilidade técnica e operacional para capitanear a transição para uma economia de baixo carbono.

Simultaneamente, a presença na Expo Osaka promoveu a internacionalização da expertise da instituição, conectando o potencial produtivo do bioma a investidores internacionais e a ecossistemas de inovação tecnológica, fortalecendo a imagem do Brasil como potência ambiental no cenário externo.

A relevância da atuação do Banco em fóruns de tamanha magnitude reside na sua capacidade de transformar discussões teóricas sobre sustentabilidade em fomento econômico real. Desta forma, o Banco da Amazônia deixa de ser apenas uma instituição regional para se tornar um catalisador de investimentos estratégicos e um expoente da governança Environmental, Social, and Governance (ESG).

Essa presença institucional converte-se no aporte de novos capitais para a infraestrutura verde e a agricultura familiar, assegurando igualmente que o desenvolvimento regional seja pautado pela responsabilidade socioambiental, garantindo a perenidade dos recursos naturais e o fortalecimento da economia local.

Seguimos em expansão, focados em resultados que impulsionam a Amazônia e protagonizam o desenvolvimento da Região Norte. Nossa história reafirma o compromisso de transformar potencial em prosperidade para as futuras gerações.