A arte produzida no Pará é um organismo vivo, pulsante e repleto de narrativas para contar. Se você está em Belém e busca um passeio cultural inspirador para os próximos dias, o Centro Cultural Banco da Amazônia faz um alerta importante: a exposição “Trajetórias – Arte Contemporânea Paraense” está entrando na sua reta final.

Com visitação disponível apenas até o dia 14 de junho de 2026, essa é a oportunidade definitiva de conhecer de perto uma mostra que celebra seis décadas de criação, experimentação e diversidade artística.

Vencedora do edital de ocupação, a exposição reúne gerações, quebra paradigmas e celebra a riqueza visual da nossa região. A mostra funciona como um espaço de encontros, diálogos e experiências culturais que aproximam o público da identidade local.

Se você ainda precisa de um empurrãozinho para incluir esse passeio na sua agenda da semana, destacamos os principais diferenciais que tornam essa visita obrigatória.

Um mergulho de 60 anos na história da arte paraense

A mostra é um verdadeiro panorama visual que abrange seis décadas de produção artística, cobrindo o período de 1959 a 2025. Com obras de mais de 120 artistas, a curadoria de Vânia Leal foge de uma linha do tempo tradicional e rígida, organizando o espaço em três eixos fascinantes que funcionam como um campo de forças.

No eixo Raízes (1959–1979), o visitante observa de perto os nomes que fundamentaram a modernidade paraense, como Ruy Meira e Valdir Sarubbi. O eixo Rupturas (1980–1999) apresenta o período de consolidação de novas linguagens e a projeção nacional de talentos como Emmanuel Nassar e Luiz Braga. Por fim, o eixo Confluências (2000–2025) abre espaço para a diversidade e para as novas vozes que pautam a arte atual, a exemplo de Berna Reale e Marcone Moreira.

Do acervo privado para o acesso público

Outro grande destaque de “Trajetórias” é a democratização do acesso à prestigiada Coleção Eduardo Vasconcelos. O acervo particular, composto por aproximadamente 900 obras, funciona como um arquivo vivo da identidade paraense. Ao visitar as galerias nesta última semana, o público tem a rara chance de interagir presencialmente com esse patrimônio que foi compartilhado com toda a sociedade, evidenciando o papel do colecionismo na preservação e difusão da nossa cultura.

Experiência viva e gratuita

A exposição também propõe um encontro com a educação e a reflexão crítica, promovendo a reparação histórica de artistas muitas vezes silenciados. Ao longo da sua permanência, a mostra promoveu visitas mediadas para escolas e universidades, além de oficinas e rodas de conversa.

Programe-se para a visita:

  • Exposição: “Trajetórias – Arte Contemporânea Paraense”
  • Período de visitação: Até 14 de junho de 2026
  • Local: Centro Cultural Banco da Amazônia (Av. Presidente Vargas, 800 – Campina, Belém/PA)
  • Horários: Terça a sexta (10h às 16h); sábado e domingo (10h às 14h)
  • Entrada: Totalmente gratuita

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