O futebol, além de um esporte, é um espelho da identidade brasileira. No dia 14 de maio, o Centro Cultural Banco da Amazônia, em Belém, transformou essa paixão nacional em arte visual com a realização da Coletiva de Imprensa e Vernissage da mostra “Exposição Nacional de Humor – Futebol” do Banco da Amazônia.
O evento marcou a abertura oficial de uma temporada que une arte, memória popular e crítica social por meio do traço marcante do humor gráfico.
Os protagonistas e a proposta curatorial
A Coletiva de Imprensa foi conduzida por Ana Amélia Fadul (diretora do Centro Cultural), João Bosco (artista e curador) e Leonardo Dressant (produtor executivo), contando também com a presença de Diego Santos Lima (diretor corporativo) e Tomás Porto, filho do grande homenageado da noite.
O “elenco” da exposição é de peso: reúne 23 artistas de diferentes regiões do Brasil, totalizando 69 obras divididas entre cartuns, charges, caricaturas e desenhos. A curadoria promove um diálogo direto entre nomes consagrados do território nacional e criadores da nossa região.
“Foi com este pincel que eu ajudei a construir essa exposição”, destacou, emocionado, o curador João Bosco.
Dinâmica do evento: arte ao vivo e samba
A noite foi marcada por momentos dinâmicos que ditaram o tom festivo e imersivo da abertura:
- Momento 1: Abertura da Coletiva de Imprensa, com apresentação do conceito da mostra.
- Momento 2 (ativação especial): O curador João Bosco realizou uma performance ao vivo, produzindo uma caricatura em tamanho real do Canarinho, o icônico mascote da Seleção Brasileira, diretamente nas paredes do Centro Cultural.
- Momento 3: Início do cerimonial oficial e abertura das galerias para o vernissage, embalado pelo show de samba da cantora Alba Maria, que trouxe a atmosfera perfeita da cultura popular para o espaço.
A arte como inclusão na periferia
Uma das grandes novidades anunciadas durante o evento foi o desdobramento educativo da mostra. O projeto foi desenhado com foco especial em jovens e crianças das periferias de Belém, visando democratizar o acesso à cultura e oferecer novas formas de vivenciar a cidade.
Durante todo o período de visitação, o Centro Cultural oferecerá oficinas de desenho gratuitas para crianças de baixa renda, além de visitas mediadas para escolas públicas, transformando o espaço expositivo em um território vivo de aprendizado.
O legado de Biratan Porto
O momento de maior emoção no cerimonial foi a homenagem a Biratan Porto. O público pôde relembrar a importância histórica do artista, que, ao lado da produtora Márcia Macedo, idealizou o principal Salão Internacional de Humor da Amazônia (que movimentou Belém entre 2008 e 2018).
A exposição destaca o profundo comprometimento social do traço de Biratan. Suas obras, eternizadas na memória coletiva, uniam a crítica política refinada, a defesa das causas socioambientais e a valorização irrestrita da cultura amazônica.
Sentimento de identidade
O perfil do público presente foi diverso: composto por artistas, estudantes de jornalismo, pesquisadores, autoridades e a comunidade em geral. Pelos corredores, nas conversas informais, o sentimento unânime era de identificação imediata.
Os visitantes destacaram como as charges e caricaturas despertaram memórias afetivas da infância, de jogos históricos e de torcidas, provando que o humor gráfico é uma das ferramentas mais potentes para traduzir o comportamento e a alma da sociedade brasileira com leveza e senso crítico.
Seu próximo encontro com a arte é aqui. Acompanhe o perfil do Centro Cultural Banco da Amazônia e não perca nenhum detalhe da nossa agenda completa de exposições e atividades formativas. Esperamos por você!
A exposição está oficialmente aberta ao público, com entrada franca. Venha rir, refletir e se emocionar!
Banco da Amazônia. Sonhar. Mover. Impactar.





















































































