A história da humanidade é, em grande parte, a história do trabalho. Foi por meio da força física, do suor e do esforço coletivo que o mundo contemporâneo foi erguido. Para documentar e homenagear essa base da nossa sociedade, o fotógrafo Sebastião Salgado viajou o mundo e agora esse registro histórico monumental chega a Belém.

No dia 15 de abril de 2026, o Centro Cultural Banco da Amazônia abriu as portas da Galeria 1 para a exposição “Trabalhadores”. Além de uma mostra fotográfica com 150 imagens, a exposição é uma imersão profunda na condição humana, funcionando como uma verdadeira “arqueologia visual” de ofícios que moldaram a nossa época, muitos deles hoje transformados ou extintos pelo avanço tecnológico.

Um mapa global do esforço humano

Com uma curadoria cuidadosa de Lélia Wanick Salgado, a mostra é o resultado de intensos seis anos de viagens (de 1986 a 1992) documentando ofícios manuais ao redor do globo. Ao percorrer a exposição, o visitante atravessa territórios que narram a história da produção mundial, viajando das plantações de cana-de-açúcar no Brasil aos cultivos de chá na África, passando pela pesca tradicional no Mediterrâneo e pelas imensas linhas de montagem industriais.

Serra Pelada e a força do trabalho amazônico

Embora o projeto trace um mapa global, é na Amazônia que a mostra encontra um de seus capítulos mais épicos e impactantes. O ponto alto da exposição reside nas imagens monumentais da extração mineral, com destaque absoluto para o registro histórico de Serra Pelada, no Pará.

As fotografias capturam a impressionante densidade de milhares de corpos em movimento, transformando o maior garimpo a céu aberto do mundo em um símbolo universal da busca pela sobrevivência. Nessas imagens, a evolução do trabalho na Amazônia é mostrada em sua forma mais crua e real, revelando a escala do esforço humano em meio à imensidão da nossa região.

Um legado incontornável para a memória do nosso tempo

Nascido em Aimorés (MG) e formado em Economia, Sebastião Salgado migrou para a fotografia na década de 1970 para se tornar um dos mais reconhecidos fotógrafos documentais do mundo. Sua trajetória foi pautada pelo compromisso inabalável com as questões sociais e ambientais, compromisso este que resultou também na fundação do Instituto Terra, focado na recuperação ambiental.

Salgado faleceu em maio de 2025, e a chegada desta exposição a Belém carrega um peso ainda mais simbólico. É a oportunidade de celebrar a vida e o legado de um artista que dedicou sua existência a olhar para o outro com dignidade e empatia. Para o Banco da Amazônia, receber esse acervo internacionalmente aclamado reforça nosso compromisso com o desenvolvimento da região e com a democratização do acesso à cultura de altíssima relevância.

Programe a sua visita!

A exposição integra a programação oficial do Centro Cultural e contará com atividades paralelas, como oficinas e palestras, que serão divulgadas ao longo dos próximos meses.

  • Exposição: “Trabalhadores”, de Sebastião Salgado
  • Período de visitação: 15 de abril a 14 de agosto de 2026.
  • Local: Galeria 1 – Centro Cultural Banco da Amazônia (Av. Presidente Vargas, 800 – Campina, Belém).
  • Horários: Terça a sexta, das 10h às 16h. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 14h.
  • Entrada: Totalmente gratuita.

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