Se o futebol brasileiro é conhecido mundialmente pela sua genialidade técnica, ele também é moldado por duas grandes forças: a sua trajetória histórica e a sua capacidade única de gerar resenha e humor. No dia 11 de junho, quem passou pelo Centro Cultural Banco da Amazônia pôde vivenciar de perto esse debate na mesa-redonda Copa: História e Humor.

O evento, que integrou a programação oficial da mostra Futebol – Exposição Nacional de Humor do Banco da Amazônia, reuniu apaixonados pelo esporte, torcedores e curiosos para entender como a nossa maior paixão contemporânea reflete e transforma a sociedade.

Uma viagem no tempo conduzida pela história

A abertura dos debates foi conduzida pelo historiador e professor Michel Pinho, que compartilhou detalhes fascinantes de sua pesquisa sobre a evolução do futebol no Brasil e no mundo. O bate-papo ajudou o público a compreender como um esporte trazido de fora se transformou no maior patrimônio cultural do país, alterando dinâmicas sociais e influenciando diretamente a nossa identidade nacional ao longo das décadas.

O impacto das Copas também foi analisado sob lentes profundas, indo além dos placares e campeões. O debate abordou as transformações das competições a partir de perspectivas geopolíticas e de comunicação. Pensando no futuro do esporte, Michel Pinho trouxe uma reflexão marcante durante sua fala:

“Essa Copa será completamente diferente do ponto de vista da comunicação, organização e geopolítica. O futebol é um grande negócio, mas também não deixa de ser uma grande paixão.” — Michel Pinho

A crônica do cotidiano por meio do humor gráfico

Não existe futebol brasileiro sem a corneta, a piada saudável e o meme. Para destrinchar esse lado leve e crítico, o evento contou com a participação de J. Bosco,  jornalista, cartunista, ilustrador e curador da exposição.

Bosco guiou a plateia pelos bastidores do processo criativo por trás de charges, caricaturas e ilustrações esportivas. O público pôde entender como o traço do artista funciona como uma crônica visual do cotidiano, humanizando os atletas, criticando gestões e traduzindo o sentimento puro das arquibancadas com leveza e genialidade.

Ao final das apresentações, as cadeiras do Centro Cultural viraram uma grande mesa de debate. O espaço foi aberto para a participação ativa do público, que contribuiu com perguntas, comentários e compartilhou suas próprias memórias afetivas ligadas ao esporte e aos mundiais.

Conexão com a Cultura Viva

O sucesso da mesa-redonda reforça o papel do Centro Cultural Banco da Amazônia como um ponto de encontro para gerar pertencimento por meio de programações acessíveis, gratuitas e conectadas com a nossa realidade.

Se você esteve lá ou acompanhou a nossa cobertura, lembre-se de que a experiência não para por aqui. A mostra Futebol – Exposição Nacional de Humor continua aberta para visitação, assim como as abordagens sociais e documentais das nossas outras exposições Trajetórias e Trabalhadores, de Sebastião Salgado.

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