O Centro Cultural Banco da Amazônia abre as portas da Galeria 1, a partir do dia 15 de abril, para uma das mostras mais emblemáticas da fotografia mundial: “Trabalhadores”, de Sebastião Salgado. A exposição é uma imersão profunda na condição humana e uma homenagem à força daqueles que, com o próprio esforço, construíram o mundo contemporâneo.
Reunindo cerca de 150 fotografias produzidas entre 1986 e 1992, o projeto é fruto de seis anos de viagens por diversos países. Sob o olhar atento de Salgado, o público é convidado a testemunhar uma “arqueologia visual” da Revolução Industrial, um registro de ofícios e modos de vida que, em muitos casos, foram transformados ou extintos pelo avanço tecnológico.
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Um mapa do esforço humano
Ao percorrer a exposição, o visitante atravessa territórios que narram a história da produção global. Das plantações de cana-de-açúcar no Brasil aos cultivos de chá na África; da pesca tradicional no Mediterrâneo às imensas linhas de montagem industriais.
O ponto alto da mostra reside nas imagens monumentais da extração mineral. Entre elas, destaca-se o registro histórico de Serra Pelada, no Pará. As fotografias capturam a densidade de milhares de corpos em movimento, transformando o garimpo em um símbolo universal do esforço coletivo e da busca pela sobrevivência.
Sobre Sebastião Salgado
Nascido em Aimorés (MG), Sebastião Salgado foi um dos mais reconhecidos fotógrafos documentais do mundo. Formado em Economia, migrou para a fotografia na década de 1970, desenvolvendo projetos de longa duração que se tornaram referência mundial, como Trabalhadores, Êxodos e Gênesis.
Sua trajetória foi marcada pelo compromisso com a condição humana e os temas sociais e ambientais. Ao lado de sua esposa, Lélia Wanick Salgado, fundou a agência Amazonas Images e o Instituto Terra, focado na recuperação ambiental. Salgado faleceu em maio de 2025, deixando um legado incontornável para a fotografia e a memória do nosso tempo.
Legado e reflexão
Curada por Lélia Wanick Salgado, a exposição chega a Belém em um momento simbólico: após o falecimento do fotógrafo em maio de 2025, a mostra reafirma seu legado incontornável. Para o Banco da Amazônia, receber este acervo reforça o compromisso institucional com o desenvolvimento regional e o acesso gratuito à cultura de alta relevância internacional.
Programe sua visita
A exposição integra a programação oficial do Centro Cultural e contará com atividades paralelas, como oficinas e palestras, que serão divulgadas ao longo do período expositivo.
- Período de visitação: 15 de abril a 14 de agosto de 2026.
- Local: Galeria 1 – Centro Cultural Banco da Amazônia (Av. Presidente Vargas, 800 – Belém/PA).
- Horários: Terça a sexta: 10h às 16h. Sábados, domingos e feriados: 10h às 14h.
- Entrada: Gratuita.
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