O domingo (26/04) foi de pura criatividade, aprendizado e reflexão no Centro Cultural Banco da Amazônia. Como parte da programação educativa da exposição “Trajetórias – Arte Contemporânea Paraense, realizamos a Oficina de Desenho e Escrita: Representações Negras nas Artes, uma manhã dedicada a mostrar aos pequenos como a arte pode ser uma ferramenta poderosa de representatividade, pertencimento e antirracismo.

Com a presença de crianças a partir de 7 anos e suas famílias, a atividade tirou as obras da parede e as transformou em um espaço vivo de escuta e construção de identidade.

Uma imersão guiada pela curiosidade

A oficina teve início com uma visita mediada pelas duas galerias da exposição. O coordenador educativo da mostra e ministrante da atividade, Emerson Caldas, conduziu o grupo infantil por um roteiro focado em obras que dialogavam diretamente com o tema do encontro.

Durante o percurso, a curiosidade tomou conta do espaço. As obras do artista Petchó Silveira foram o primeiro grande destaque, gerando longos debates entre os pequenos, que ficaram fascinados, sobretudo, pela técnica singular utilizada nas telas.

Em seguida, o grupo foi guiado até a obra de Maurício Igor, momento que marcou uma das etapas mais profundas da oficina. O que começou como uma conversa sobre técnicas artísticas logo se desdobrou em um bate-papo enriquecedor. As próprias crianças começaram a levantar perguntas e a compartilhar percepções sobre questões muito importantes, como racismo, identidade negra e o papel da arte na sociedade.

Da observação à criação: a mão na massa

Depois de absorverem tantas referências visuais e debaterem os temas abordados na exposição, foi a vez de as crianças se tornarem as artistas. O grupo iniciou a produção de seus próprios desenhos e textos, materializando o que haviam acabado de vivenciar.

O resultado final foi emocionante. Ficou nítido que grande parte das criações infantis refletia diretamente os aprendizados e as observações feitas durante a visita mediada. As discussões acionadas pela obra de Maurício Igor ganharam novas formas, cores e palavras nas mãos dos participantes, provando que as crianças não apenas compreenderam a mensagem, mas a reelaboraram através de suas próprias narrativas.

O compromisso com a formação crítica

Ver as galerias do Centro Cultural ocupadas por crianças debatendo identidade e antirracismo reforça o nosso compromisso com a educação e com a diversidade. Momentos como esse evidenciam que a exposição Trajetórias vai muito além da contemplação estética: ela é um espaço seguro de formação crítica e social.

A mostra segue em cartaz, reunindo mais de 130 obras de artistas paraenses, e a entrada é totalmente gratuita. Traga a sua família e venha vivenciar o melhor da nossa cultura bem de perto!

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