A manhã deste domingo, 12 de abril, transformou o Centro Histórico de Belém em um vibrante palco de celebração. Em sua 60ª edição, o Projeto Circular, realizado em parceria com o Banco da Amazônia, reafirmou seu papel essencial na democratização da cultura e na ocupação afetiva das ruas da capital paraense.
Com uma programação que uniu música, artes visuais e diálogo, o evento proporcionou um encontro único entre o público e a produção artística regional. O Centro Cultural Banco da Amazônia manteve suas portas abertas durante todo o dia, servindo como um hub de acolhimento para os visitantes que buscavam mergulhar na identidade amazônica.
Música e Identidade: O Pop Amazônico de Raidol
Um dos momentos mais aguardados foi o show da cantora Raidol. Pela primeira vez participando do evento como atração principal, a artista trans paraense levou para a Rua Carlos Gomes o seu “Pop Amazônico” — uma sonoridade que mescla ritmos locais com a estética pop contemporânea.
“É a minha primeira vez como artista, porque eu sempre venho ao Circular como público. Estou muito feliz por estarmos ocupando a rua com cultura e com arte LGBT. Isso é resistência e é muito importante”, destacou Raidol.
Quem é Raidol?
A artista trans paraense é uma das vozes mais potentes da nova cena musical de Belém. Com o conceito de “Pop Amazônico”, Raidol utiliza sua plataforma para unir representatividade LGBT+ a ritmos que bebem da fonte do merengue, do carimbó e do tecnobrega, criando uma identidade visual e sonora que já atravessa as fronteiras do estado. Sua música é, ao mesmo tempo, festa e manifesto político.
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Exposições e valorização artística
Além do palco nas ruas, o público teve a oportunidade de visitar as exposições vigentes no Centro Cultural:
- “Belém no Olhar de Alguém”: Um projeto que reflete a vida e a imagem paraense sob a ótica de diversos artistas locais.
- “Trajetórias – Arte Contemporânea Paraense”: Um mergulho na evolução e na potência da produção artística regional.
Para o visitante Cosme Dantas, a iniciativa é um presente para a cidade:
“O projeto envolve fotos de vários artistas paraenses e a música principalmente paraense. Misturar carimbó, swing e merengue com eletrônica é maravilhoso. O Banco da Amazônia está de parabéns pelo destaque dado a artistas locais e a figuras como Tuma, um grande idealizador de projetos amazônicos”, comentou.
O compromisso com a região
A parceria entre o Banco da Amazônia e o Projeto Circular vai além do patrocínio; trata-se de um compromisso real com o desenvolvimento social através da arte. Adelaide Oliveira, da equipe gestora do Circular, reforça essa conexão:
“O projeto estar na rua com o patrocínio do Banco da Amazônia mostra uma instituição que tem compromisso real com a região e usa a arte e a cultura para isso. É sempre muito bacana quando a gente ocupa a rua com muita música”, afirmou Adelaide.
Para a moradora Dayane Guedes, o impacto é direto na comunidade:
“Essas iniciativas tendem a engrandecer a participação do povo e a valorização da cultura local. As exposições estão incríveis e a possibilidade de visitar e conhecer o que vocês possibilitam é de grande valia”, concluiu.
Perdeu o evento? As exposições continuam abertas no Centro Cultural Banco da Amazônia.
- Endereço: Av. Presidente Vargas, 800 – Campina, Belém.
- Horário de Funcionamento: Segunda a sexta, das 9h às 17h. Sábados e domingos (em datas específicas), das 10h às 14h.
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