Nova Iorque e a Amazônia podem parecer territórios distantes, mas, quando falamos de infraestrutura portuária e logística global, elas compartilham os mesmos desafios: eficiência, sustentabilidade e resiliência climática. Durante a participação no GRI Brazil Investment Summit 2026, o Banco da Amazônia realizou uma visita técnica ao Brooklyn Marine Terminal, em Nova Iorque. O objetivo foi claro: entender como um dos maiores centros logísticos do mundo está redesenhando suas operações para o século XXI e como esses aprendizados podem acelerar a modernização dos portos em nossa região.
Nova Iorque e Amazônia: Portas de entrada para o desenvolvimento
Nova Iorque representa um dos pontos cruciais do comércio exterior norte-americano. Seu complexo portuário é uma máquina logística gigantesca. Do outro lado, a Amazônia detém uma das maiores redes hidroviárias do planeta. Portos como Itaqui (MA), Manaus (AM), Santarém e Vila do Conde (PA) são as artérias que conectam a produção local aos mercados globais.
A pergunta que surge em ambos os territórios é a mesma: como deve ser um porto no século XXI? Esses espaços precisam, agora, ajudar a construir um futuro climático seguro e economicamente viável.
O Case Brooklyn Marine Terminal: Um porto elétrico e moderno
O Brooklyn Marine Terminal Vision Plan surgiu como um dos grandes destaques da visita. O projeto propõe transformar a infraestrutura portuária tradicional em um centro marítimo moderno, sustentável e totalmente elétrico.
Segundo especialistas locais, o plano não foca apenas na logística, mas na resiliência climática. Em um cenário de mudanças ambientais incertas, reinventar os portos para que operem com baixo impacto e alta eficiência energética constitui uma prioridade global.

A realidade amazônica e o papel do Banco da Amazônia
Na Amazônia, a logística depende vitalmente dos rios. Nossos portos são infraestruturas essenciais para o escoamento da produção e para a conexão entre os povos. O desafio, e a grande oportunidade, é aumentar essa capacidade logística respeitando o ecossistema mais vital do planeta.
A instituição atua como o principal agente de fomento dessa transformação. Em vez de oferecer apenas crédito, o Banco consolida-se na:
- Articulação de projetos estruturantes para a cadeia logística.
- Financiamento de infraestrutura moderna e sustentável.
- Apoio ao setor naval, desde estaleiros até operações portuárias de alta tecnologia.

Portos que sustentam o futuro
Seja no Brooklyn ou em Vila do Conde, repensar a logística é repensar o nosso próprio modelo de desenvolvimento. O propósito é comum: construir portos que movimentam cargas e que, simultaneamente, auxiliam na sustentação do futuro do planeta.
Banco da Amazônia. Sonhar. Mover. Impactar.