Para muitos, a produção agrícola e a floresta em pé parecem destinos opostos, mas, no coração da Amazônia, o povo Paiter Suruí está provando que o sabor do progresso pode ter notas de castanha, cacau e o cheiro da terra molhada. É nesse cenário de resistência e equilíbrio que Diná e Yamixarah cultivam não apenas grãos, mas também uma nova forma de viver e preservar.
Conheça essa jornada no 10º episódio da websérie “A vida da Amazônia começa em você”, do Banco da Amazônia, que revela as histórias de quem transforma nossa região com sustentabilidade e propósito.
Uma semente de resistência no solo Suruí
O café não fazia parte da cultura ancestral Suruí, mas o povo acolheu essa semente e a transformou em uma ferramenta de autonomia. Diná e Yamixarah, filhos do povo Paiter Suruí, aprenderam a cultivar o grão em harmonia com a biodiversidade local. O segredo? Observar a natureza. Assim como o “Pássaro Pretinho” espalha vida pelas trilhas da floresta, eles semeiam conhecimento e equilíbrio.
- Sustentabilidade: produção que respeita os ciclos naturais e a biodiversidade.
- Qualidade e sabor: um café premiado, com notas sensoriais que remetem às frutas e aos frutos da própria floresta.
- Manejo manual: trabalho feito com amor e cuidado, longe das grandes máquinas e perto das raízes.
“Esse processo de adaptação entre a floresta e a plantação de café tem tudo a ver com sustentabilidade. É um sabor que traz as frutas, o cacau e os frutos que estão ao redor da floresta”, explica Yamixarah.
Parceria que fortalece a autonomia indígena
Para que o cultivo ganhasse escala sem perder a essência, o apoio estratégico foi fundamental. Com o suporte do Banco da Amazônia, a iniciativa recebeu as ferramentas necessárias e fortaleceu a Cooperativa Garaiá.
Hoje, o projeto envolve cerca de 150 famílias, mostrando que o crédito estruturado para povos originários é um motor de dignidade. Diná e Yamixarah cuidam de mais de 2.500 pés em um pequeno lote, provando que a qualidade vale muito mais do que a quantidade.
“A parceria com o Banco da Amazônia trouxe para nós outra visão. Foi muito edificante e um sucesso na nossa família”, afirma o produtor.
Os três pilares: floresta, família e alimento
A história dessa família desmistifica a ideia de que é preciso desmatar para produzir. Pelo contrário: a preservação da mata é o que garante o sabor único e a qualidade do café Suruí. Para eles, o desenvolvimento sustentável se baseia em três pilares inegociáveis:
- Cuidado com a floresta: a mata viva protege a plantação.
- Cuidado com a família: o trabalho gera renda e mantém a comunidade unida.
- Cuidado com a alimentação: uma produção limpa e de alta qualidade.
“A gente pode mostrar a todos os povos originários que, cuidando da floresta e da família, é possível avançar com um trabalho de qualidade”, ensina Diná.
O sabor da Amazônia na xícara
O café de Diná e Yamixarah é um convite para sentir o pulsar da floresta. É um produto que carrega tradição, respeito ao tempo da natureza e o orgulho de um povo que escolheu produzir preservando.
Ao cultivar o amanhã, eles provam que a economia da floresta é feita de mãos firmes, respeito às origens e equilíbrio ambiental.
Assista ao episódio completo
“Diná, Yamixarah e o Pássaro Pretinho” é uma lição de como a produção sustentável pode ser a maior guardiã da Amazônia.
A vida da Amazônia começa em Diná e Yamixarah. A vida da Amazônia começa em você.
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