Por Luiz Lessa
Diretor-Presidente do Banco da Amazônia
Vivenciamos um dos momentos mais dinâmicos e promissores para o agronegócio da nossa região. Ao percorrer pessoalmente os corredores e estandes dos grandes eventos que mobilizaram o setor em maio e junho deste ano, tive a certeza renovada de que a força motriz do nosso desenvolvimento econômico reside no campo.
Estar presente nessa extensa maratona de feiras ao lado de nossa equipe técnica não foi apenas um compromisso de agenda institucional; foi uma afirmação prática da nossa confiança irrestrita no produtor rural.
Esse circuito itinerante consolidou o Banco da Amazônia como o grande motor do agronegócio regional, por meio de nossa participação estratégica em eventos fundamentais que movimentam a economia do Norte e do MATOPIBA, que é a grande fronteira agrícola nacional do Brasil, formada pela junção de partes de quatro estados do país, cujo nome é um acrônimo criado a partir das siglas de Maranhão (MA), Tocantins (TO), Piauí (PI) e Bahia (BA).
Nossa jornada começou no início de maio, na 27ª Expo Conceição do Araguaia, e, logo em seguida, engatamos uma agenda dupla intensa com a 22ª edição da AgroBalsas, no Maranhão, e a 26ª edição da Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins (Agrotins). A atuação no Pará continuou forte com a nossa participação integrada na FENETEC Pará e na 17ª Feira da Indústria do Pará (FIPA 2026). Também nos deslocamos para um dos maiores palcos do agro nortista, a 13ª Rondônia Rural Show, e encerraremos esse ciclo de mobilização na 29ª Expo Polo Carajás, em Redenção.
Em todas essas vitrines, o Banco da Amazônia mobilizou equipes que atuaram como consultores estratégicos na linha de frente dos estandes, transformando nossos espaços em legítimas agências de fomento, polos de atendimento rápido e geração de negócios.
Tive a honra de dialogar olho no olho com trabalhadores da terra, liderar rodadas de negociação e assinar, diretamente no campo, contratos que serão traduzidos em progresso real, emprego e renda para as nossas comunidades. Pude afirmar, para cada um que passou por nosso estande, que o nosso compromisso é desenvolver a região, gerar emprego e renda por meio de nossas soluções de crédito.
Essa conexão profunda com a nossa terra não é recente; ela está gravada no DNA do Banco da Amazônia desde a nossa fundação, há mais de oito décadas. Nascemos com a missão histórica de capitalizar a região e apoiar os ciclos econômicos que moldaram o Norte do país.
Ao longo das gerações, deixamos de ser apenas uma instituição financeira tradicional para nos tornarmos o verdadeiro porto seguro e o braço estratégico de fomento nessa porção do território nacional. Entender a Amazônia de ponta a ponta, com suas riquezas, distâncias e peculiaridades, é o que nos diferencia e nos permite criar soluções que nenhum outro banco consegue replicar.
Quando olhamos para a evolução do homem do campo na nossa região, vemos a marca do Banco da Amazônia em cada hectare produtivo. Nós fomos, e continuamos sendo, o primeiro voto de confiança para milhares de agricultores que chegaram a essa fronteira com o sonho de produzir, bem como para as famílias ribeirinhas e tradicionais que sustentam a nossa bioeconomia.
Financiamos desde a primeira semente do pequeno produtor familiar até os complexos industriais dos grandes grupos corporativos. Impulsionar o agricultor do Norte significa dar a ele a tecnologia necessária para competir em igualdade com qualquer mercado global, transformando o suor do trabalho em riqueza real e distribuída.
Mais do que impulsionar negócios isolados, o Banco da Amazônia atua como o grande arquiteto do desenvolvimento regional sustentável. Cada linha de crédito que liberamos carrega o compromisso de fixar o homem no campo com dignidade, gerar empregos formais nas pequenas cidades e movimentar o comércio local. Não visamos o lucro pelo lucro; nosso retorno mais valioso é o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) que ajudamos a elevar e a floresta que ajudamos a conservar por meio do manejo correto. Desenvolver a Amazônia é um desafio monumental que exige coragem, presença capilarizada e investimentos de longo prazo, atributos que o nosso banco entrega com maestria há mais de 80 anos.
Para impulsionar essa transformação, estruturamos uma oferta robusta de soluções financeiras focada na modernização tecnológica e na sustentabilidade, desenhada sob medida para a realidade e o porte de cada produtor. O grande protagonista das nossas linhas de crédito foi o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), que garante o acesso a recursos com taxas de juros altamente competitivas e prazos de carência estendidos.
Para o pequeno produtor e a agricultura familiar, direcionamos recursos do PRONAF e linhas específicas do fundo, focando no PRONAF Custeio e Investimento para aquisição de sementes e ração, além do FNO Biodiversidade e Floresta para o manejo sustentável de culturas locais marcantes, como o açaí e o cacau.
Já o médio produtor encontrou suporte no FNO PRONAMP, uma linha robusta para o custeio integrado e para a compra de tratores de média potência, caminhões e sistemas modernos de irrigação que reduzem os riscos climáticos.
Por fim, para o grande produtor e o segmento corporativo de larga escala, oferecemos o FNO Agro-Industrial e o FNO Agro, viabilizando investimentos complexos como a construção de silos, armazéns e plantas de processamento, além de crédito volumoso para fertilizantes, renovação de frotas de colheitadeiras, melhoria genética do rebanho e recuperação de pastagens degradadas.
Mais do que financiar a produção tradicional, nosso olhar está firmemente voltado para o amanhã. A Amazônia exige um modelo que combine alta produtividade com responsabilidade socioambiental. Por isso, o Banco da Amazônia priorizou o fomento à transição energética no campo, facilitando o crédito para a implantação de sistemas de energia solar simplificados e robustos nas propriedades rurais.
Além do recurso financeiro, fizemos questão de levar inteligência de mercado para prestar atendimento consultivo, desenhar projetos viáveis e desburocratizar os processos de análise cadastral de ponta a ponta.
Nenhum salto de desenvolvimento se faz de forma isolada, e o sucesso da nossa atuação nessas grandes vitrines do agronegócio é o reflexo direto de uma sólida rede de parcerias com cooperativas, federações de agricultura, sindicatos e centros de pesquisa. O Banco da Amazônia atua como um grande articulador desse ecossistema, unindo esforços para que o crédito chegue com rapidez e eficácia onde ele é mais necessário.
Ao sentarmos à mesa com lideranças locais e produtores rurais, reforçamos um pacto de cooperação mútua pelo crescimento sustentável. Essa sinergia institucional fortalece a governança regional e cria um ambiente de negócios altamente seguro, transparente e atrativo para novos investimentos que transformam a realidade social das nossas comunidades.
Os excelentes resultados colhidos nesses meses reafirmam que, ao aproximar a alta liderança do banco da realidade prática das feiras rurais, fortalecemos parcerias e aceleramos o desenvolvimento regional.
O agronegócio amazônico tem pressa para crescer, e o Banco da Amazônia continuará firme, garantindo o fluxo contínuo de crédito e a segurança de que o produtor precisa para transformar o potencial da nossa terra em uma colheita histórica de prosperidade.