O mês de junho transforma as ruas de Belém. O período, marcado pelas tradicionais festividades juninas, é também o momento em que a capital paraense transborda cultura popular e identidade amazônica. E, nessa grande celebração, os bois não ficam de fora. No Dia Nacional do Bumba Meu Boi, comemorado anualmente em 30 de junho, o destaque vai para as agremiações que resistem há décadas, levando música, arte e muita história do centro à periferia da cidade.
Conheça três dos principais grupos que fazem de junho o mês mais cultural de Belém.
Boi Pavulagem: a festa no centro da cidade
Um dos maiores símbolos da cultura popular recente de Belém, o Arrastão do Pavulagem arrasta multidões todos os anos. Junto do Batalhão da Estrela, grupo de músicos, brincantes e percursionistas, o Boi Pavulagem faz o centro de Belém virar uma verdadeira festa a céu aberto. Com seus chapéus de fita e toadas contagiantes, o grupo mistura ritmos amazônicos como o carimbó, a guitarrada e o siriá, unindo gerações em um trajeto que celebra a alegria e as raízes do estado.
Boi Malhadinho: tradição e resistência desde 1934
A história dos bois em Belém também é feita de muita resistência. O Boi Malhadinho é um dos exemplos mais clássicos e respeitados dessa trajetória. Fundado em 1934, o grupo atravessa décadas mantendo viva a essência do folclore original. Assistir a uma apresentação do Malhadinho é fazer uma viagem no tempo e entender como a cultura popular sobrevive, se adapta e continua encantando o público com seus personagens tradicionais, versos e indumentárias ricas em detalhes.
Boi Flor do Guamá: a arte que emana da periferia
A força da cultura popular nasce e se fortalece nos bairros. Desde 1975, o Boi Flor do Guamá emana arte e história diretamente da periferia de Belém. Representando um dos bairros mais populosos e vibrantes da capital, o grupo mostra que a tradição do Bumba Meu Boi é, acima de tudo, uma expressão de identidade e pertencimento comunitário. As apresentações do Flor do Guamá são um retrato fiel da criatividade popular que toma as ruas e mantém o folclore vivo no dia a dia da comunidade.
Identidade amazônica
Essas agremiações provam que o Bumba Meu Boi no Pará vai muito além de uma simples apresentação teatral. É uma manifestação viva, que segue tomando as ruas e preservando o folclore para as próximas gerações.