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O detalhe no código de barras que revela se o dinheiro vai para o fornecedor ou para um criminoso

Carnaval chegando, bloquinhos na rua, promoções de última hora e a caixa de entrada lotada de boletos: parcela do material escolar, reserva do hotel, abadá, ...
O detalhe no código de barras que revela se o dinheiro vai para o fornecedor ou para um criminoso

Carnaval chegando, bloquinhos na rua, promoções de última hora e a caixa de entrada lotada de boletos: parcela do material escolar, reserva do hotel, abadá, mensalidade do curso, fatura do fornecedor.

É justamente nesse cenário de pressa e distração que um golpe antigo ganha força: o boleto adulterado, em que um detalhe no código de barras decide se o dinheiro vai para a empresa certa ou cai direto na conta de um criminoso.

Nos últimos anos, bancos, empresas e órgãos públicos vêm alertando para a sofisticação dessas fraudes. O valor, o logotipo, o vencimento e até o nome da empresa parecem corretos.

O que muda, de forma quase invisível, é o destino do pagamento: o código de barras e a linha digitável são alterados para redirecionar o dinheiro, muitas vezes sem que o pagador perceba nada na hora.

No Carnaval, isso se mistura a ofertas de última hora de hospedagem, pacotes de viagem para descansar na beira do rio e festas privadas, criando o terreno perfeito para golpes com boletos e QR Codes de PIX falsos.

O que o código de barras revela (e quase ninguém confere)

Por trás de uma sequência longa de números existe uma “identidade” do boleto. Alguns pontos são fundamentais:

  • Três primeiros dígitos: identificam o banco emissor. Se o boleto diz ser de um determinado banco, mas a sequência começa com código de outro, há algo errado. A lista de códigos oficiais pode ser consultada em fontes como Febraban.
  • Linha digitável e código de barras precisam ser coerentes: os números que aparecem na parte de cima (linha digitável) e o código de barras embaixo devem se corresponder. Divergência é sinal clássico de adulteração.
  • Parte final da linha digitável representa o valor: se você digita o código manualmente e o valor que aparece na tela do banco não bate com o que está impresso no boleto, pare imediatamente: pode ser fraude.

Na prática, o “detalhe” que define se o dinheiro vai para o fornecedor legítimo ou para um criminoso é essa combinação de dígitos.

O problema é que, na correria, muita gente aponta a câmera do celular, vê o valor certo e confirma o pagamento sem olhar para quem está recebendo. Ao usar o app do Banco da Amazônia ou o internet banking, sempre confira com calma os dados que aparecem antes de concluir.

Carnaval, PIX e boletos: por que o risco aumenta nessa época

No período de Carnaval, alguns fatores se somam:

  • Aumento de compras de última hora (passagens, hospedagem, abadás, fantasias, bebidas) muitas vezes com pagamento via boleto ou PIX.
  • Divulgadores informais enviando cobranças por mensagens, e não por canais oficiais.
  • Golpistas aproveitando a alta demanda para oferecer “últimos lugares” e “descontos exclusivos”, aceitando apenas boleto enviado por e-mail ou QR Code de PIX.

Com o volume de despesas e o foco na folia, é comum pagar um boleto rapidamente, sem verificar o código de barras, o nome do beneficiário e se aquele canal é realmente oficial. É exatamente essa falta de checagem que o criminoso explora.

Usar o PIX do Banco da Amazônia apenas para boletos emitidos em sites ou apps oficiais é uma camada importante de proteção.


Impactos para empresas e empreendedores

Para empreendedores, sobretudo MEIs e pequenos negócios da Amazônia Legal, cair em um golpe de boleto adulterado pode significar mais do que um prejuízo pontual.

É comum que o valor pago seja relevante para o fluxo de caixa do mês, e a empresa ainda fique inadimplente com o fornecedor, já que a dívida original continua aberta.

Além disso, se a fraude envolver pagamentos recorrentes (como aluguel, energia, internet ou fornecedores fixos), o risco é de acumular um passivo que só aparece quando o credor cobra, muitas vezes semanas depois.

Por isso, é fundamental criar um procedimento interno simples, mas rígido, para conferência de todos os boletos antes do pagamento, especialmente em períodos em que a equipe está desfalcada por férias ou recesso de Carnaval.

Boletos, PIX e o papel dos bancos na proteção dos clientes

O sistema bancário brasileiro tem avançado na prevenção a fraudes com registro obrigatório de boletos e exibição de dados completos do beneficiário no momento do pagamento.

Ainda assim, a decisão final continua na mão de quem paga: conferir informações e recusar qualquer cobrança que não pareça coerente.

Ao utilizar canais oficiais de instituições financeiras, como o app e o internet banking, o cliente ganha camadas adicionais de proteção, porque os sistemas conseguem identificar boletos sem registro ou com informações inconsistentes. Mas nenhum sistema substitui o hábito de ler com atenção o que aparece na tela.

Como transformar atenção em rotina de segurança

Para que esses cuidados não dependam apenas de boa vontade, vale transformar conferência de boletos em passo obrigatório do processo financeiro:

  • Definir quem é responsável pela checagem (mesmo em empresas pequenas).
  • Estabelecer uma lista de verificação: origem, banco emissor, valor, beneficiário, data.
  • Priorizar pagamentos por débito automático ou acordos em canais oficiais sempre que possível.
  • Guardar comprovantes organizados para facilitar a contestação em caso de suspeita posterior.

No Carnaval, quando a agenda aperta e todo mundo quer sair mais cedo para o bloco, essa rotina simples evita que um clique apressado transforme a folia em dor de cabeça financeira.

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