As Linhas de Crédito Verde do Banco da Amazônia financiam projetos de energia renovável, infraestrutura sustentável, bioeconomia, transição energética e práticas de baixo carbono, com R$7,7 bilhões destinados em 2024 e alta de 23% em 2025.
São três linhas principais: FNO Amazônia Infraestrutura Verde, FNO Amazônia Empresarial Verde e FNO Amazônia Rural, todas focadas em desenvolvimento com floresta em pé.
O que são as Linhas de Crédito Verde do Banco da Amazônia?
As Linhas Verdes são financiamentos do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) voltados a empreendimentos com finalidade ambiental e social. Em 2024, dos R$13,6 bilhões aplicados via FNO, R$7,7 bilhões (57%) foram para linhas verdes, com recorde histórico. No primeiro semestre de 2025, somaram R$5,6 bilhões, alta de 23% ano a ano.
A meta do banco é ampliar participação do crédito verde no total de financiamentos, priorizando socioeconomia, povos indígenas, comunidades quilombolas, tradicionais e agricultores familiares.
FNO Amazônia Infraestrutura Verde: projetos financiados
A linha FNO Amazônia Infraestrutura Verde é uma das mais relevantes, conectando infraestrutura à sustentabilidade com prazos de até 34 anos e carência de 8 anos.
Projetos apoiados:
- Sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário
- Geração de energia elétrica de fontes renováveis (solar, eólica, biomassa)
- Usinas de compostagem e aterros sanitários sustentáveis
- Armazenamento de energia de fonte renovável
- Portos e aeroportos sustentáveis
- Transmissão e distribuição de energia limpa
- Telefonia fixa/móvel e banda larga em comunidades remotas
- Demais obras estruturantes ecológicas
Público-alvo: Empresas de todos os portes (exceto MEI) com projetos alinhados à transição energética amazônica.
FNO Amazônia Empresarial Verde: negócios sustentáveis
A linha FNO Amazônia Empresarial Verde promove desenvolvimento sustentável para empresas que adotam boas práticas ambientais, sociais e de governança (ASG).
Finalidades financiadas:
- Implantação, ampliação, modernização e reforma de empreendimentos sustentáveis
- Aumento de eficiência energética e fontes renováveis
- Tecnologias ecoeficientes e gestão responsável de recursos naturais
- Redução, reutilização e reciclagem de materiais e resíduos sólidos
- Cadeias de suprimentos conscientes
Setores contemplados: Agroindústria, indústria, turismo, cultura, comércio, serviços, saúde, educação e atividades agroindustriais de exportação, todos alinhados a premissas de sustentabilidade.
FNO Amazônia Rural Verde: agronegócio de baixo carbono
A linha FNO Amazônia Rural Verde apoia práticas sustentáveis no agronegócio, incluindo produção de baixo carbono e manejo ecológico.
Projetos apoiados:
- Agropecuária de baixo carbono
- Reflorestamento e restauração de ecossistemas
- Energia solar para propriedades rurais
- Cadeias produtivas da sociobioeconomia (açaí, castanha, cacau, óleos)
- Sistemas agroflorestais (SAFs)
Taxas reduzidas e prazos estendidos adaptados ao ciclo produtivo de cada cultura.
Por que o Crédito Verde é estratégico para a Amazônia em 2026?
Com a oficialização do açaí como fruto nacional (Lei 15.330/2026) e pressão global por descarbonização, o crédito verde do Banco da Amazônia posiciona a região como líder em economia sustentável.
Benefícios práticos:
- Taxas subsidiadas: Juros menores para projetos ambientais vs. linhas convencionais
- Prazos longos: Até 34 anos para infraestrutura, ajustados ao retorno do projeto
- Alinhamento ODS/ONU: Inclusão social e objetivos de desenvolvimento sustentável
- Selo Tesouro Verde: Certificação de práticas ASG com registro em blockchain
Produtores de açaí no Pará já usam FNO Rural Verde para irrigação e rastreabilidade, atendendo exigências da UE e EUA pós-Lei 15.330. O banco injetou R$1,7 bilhão só no 1º trimestre de 2025, gerando 12 mil empregos verdes.
Para 2026, é o momento: Mercados globais pagam prêmio verde (20-30% a mais) por produtos certificados. O crédito do Banco da Amazônia conecta produtores locais à economia circular.
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