Falar da Amazônia é falar de açaí, cupuaçu, castanha-do-pará, pirarucu e farinha-d’água. A nossa região tem uma identidade única, moldada por uma multiplicidade de recursos naturais e por quem tira da terra e dos rios o seu sustento. A nossa produção rural é plural e cheia de personalidade.

Seja no campo ou nos rios, o tempo da natureza não espera. Para aproveitar o momento exato de plantar a mandioca, colher o cacau ou preparar os barcos para a pesca, o produtor precisa que o recurso financeiro esteja em mãos na hora certa. É justamente para cobrir as despesas desse ciclo produtivo que o Banco da Amazônia estruturou suas linhas de custeio.

Essas linhas foram desenhadas para respeitar e fortalecer as culturas que formam a verdadeira “cara” da nossa região.

Sociobiodiversidade: valorizando as nossas raízes

O grande motor da nossa produção é a agricultura familiar. Por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o Banco da Amazônia oferece um limite de até R$ 250 mil por ano agrícola.

Para provar que o foco é fortalecer a nossa identidade, as taxas de juros são subsidiadas de acordo com o que você produz:

  • A valorização da nossa floresta (até 2,00% a.a.): Se você trabalha com a nossa riqueza nativa, a taxa é a menor do mercado. Entram aqui os produtos da sociobiodiversidade: açaí extrativo, andiroba, bacuri, buriti, cacau extrativo, castanha-do-pará, cupuaçu, guaraná, jambu, pupunha, tucumã, uxi, além da meliponicultura (abelhas sem ferrão) e do manejo do pirarucu. Sistemas orgânicos e agroecológicos também garantem essa taxa especial.
  • A comida na mesa da nossa gente (até 3,00% a.a.): Para quem garante a segurança alimentar da nossa região, cultivando mandioca, feijão-caupi, arroz, banana, abacaxi, açaí e cacau cultivados, além de hortaliças e ervas medicinais. A pesca e a aquicultura também se enquadram aqui.
  • Outras produções (até 6,00% a.a.): Para a recria e engorda de bovinos e bubalinos e demais culturas.

Prazos que respeitam o tempo da natureza

Não adianta apressar o que tem seu próprio tempo de amadurecimento. Nossas linhas de crédito são adaptadas ao ciclo biológico de cada cultura. No custeio agrícola, os prazos de pagamento variam conforme a biologia da planta:

  • Até 36 meses: açafrão e palmito.
  • Até 24 meses: culturas bienais e manejo florestal sustentável.
  • Até 14 meses: culturas permanentes.
  • Até 12 meses: demais culturas anuais.

Para quem quer ir além: beneficiamento e escala

Se a sua produção está crescendo e você quer agregar valor às nossas culturas, por exemplo, transformando o cacau da sua fazenda ou despolpando o seu próprio açaí, o Banco oferece opções robustas:

  • Amazônia Rural: Financia não só o custeio, mas também a industrialização, permitindo que o produtor beneficie o produto local, com taxas de até 12,00% a.a.
  • RO – Pronamp: Perfeito para o médio produtor que quer ganhar escala, com limite de até R$ 1,5 milhão, taxa de 8,00% a.a. e prazos de até 3 anos.
  • LCA – Produtor Rural: Flexibilidade com taxas negociáveis (prefixadas ou atreladas ao DI) para quem precisa de agilidade em ciclos mais longos.
  • RO – Atividade Pesqueira: Uma linha exclusiva para pescadores rurais modernizarem equipamentos e canoas, focada no manejo sustentável de ícones dos nossos rios, como o tambaqui, o tucunaré e o pirarucu.

Crescer preservando a nossa casa

Apoiar as culturas da Amazônia significa proteger o território onde elas nascem. Por isso, a análise de crédito na nossa região exige conformidade ambiental e ética.

O Banco da Amazônia não financia o desmatamento ilegal, atividades em áreas embargadas pelo Ibama, exploração em terras indígenas ou Unidades de Conservação sem autorização. Também ficam de fora quaisquer empreendimentos com práticas de trabalho análogo à escravidão ou trabalho infantil.

Além disso, o crédito é para a produção, não para itens de luxo (como moradias luxuosas ou caminhonetes de cabine dupla sem uso direto no campo).

Garantir que o Cadastro Ambiental Rural (CAR) esteja em dia é o passaporte para acessar esse recurso. Ao focar no custeio das culturas que são a cara da Amazônia, garantimos que o crédito chegue a quem faz a economia girar, mantendo a nossa identidade e a nossa floresta vivas.

Acompanhe o Banco da Amazônia nas redes sociais, conheça nossas soluções e garanta a liquidez exata no momento em que a sua plantação precisar.