A arte produzida no Pará é um organismo vivo, pulsante e em constante transformação. Para celebrar essa riqueza estética e histórica, o Centro Cultural Banco da Amazônia abre suas portas no dia 9 de abril de 2026 para a exposição “Trajetórias – Arte Contemporânea Paraense”.
Vencedora do edital de ocupação 2026–2027, a mostra é um marco cultural que reúne mais de 120 artistas e percorre um arco temporal de seis décadas (1959–2025). Com curadoria de Vânia Leal e obras da prestigiada Coleção Eduardo Vasconcelos, o público terá a oportunidade rara de acessar um acervo privado que agora se torna um patrimônio compartilhado.
Um campo de forças: os três eixos da exposição
Diferente de uma linha do tempo rígida e tradicional, “Trajetórias” organiza-se como um “campo de forças” onde diferentes gerações e linguagens se cruzam. A mostra está estruturada em três eixos curatoriais que ajudam a contar essa história:
- Raízes (1959–1979): Onde se observa a afirmação de nomes que fundamentaram a modernidade paraense, como Ruy Meira e Valdir Sarubbi.
- Rupturas (1980–1999): O período de consolidação de novas linguagens e a projeção de artistas como Emmanuel Nassar e Luiz Braga.
- Confluências (2000–2025): A diversidade contemporânea e as novas vozes que pautam a arte atual, como Berna Reale e Marcone Moreira.
Do privado ao público: o papel do colecionismo
Um dos grandes destaques do projeto é a democratização do acesso à Coleção Eduardo Vasconcelos. Com cerca de 900 obras, este acervo funciona como um “arquivo vivo” da visualidade amazônica.
“Tornar acessível algo tão particular ativa um potencial simbólico importante e reafirma o colecionismo como prática de preservação, pesquisa e difusão cultural”, afirma a curadora Vânia Leal.
Para o Banco da Amazônia, patrocinar esta mostra reforça seu compromisso como impulsionador da cultura regional. Ao transformar a galeria em um espaço de diálogo, o Banco cumpre sua missão de valorizar a diversidade étnica, social e territorial da nossa região.
Uma experiência educativa
- A exposição “Trajetórias” também assume um papel de reparação histórica, trazendo de volta ao debate crítico artistas que foram, por vezes, silenciados pelas narrativas oficiais. Além das obras expostas, o projeto oferece uma programação robusta:
- Ações educativas: Visitas mediadas para escolas e universidades.
- Rodas de conversa e oficinas: Encontros com artistas e curadores.
- Livro-Catálogo: Durante o período expositivo, será lançado um livro com a catalogação completa do acervo exibido, com distribuição gratuita.
Quando vai acontecer?
- Exposição: Trajetórias – Arte Contemporânea Paraense
- Inauguração (Vernissage): 9 de abril de 2026, às 19h
- Visitação pública: 10 de abril a 14 de junho de 2026
- Local: Centro Cultural Banco da Amazônia (Av. Pres. Vargas, 800 – Belém/PA)
- Horários: Terça a sexta (10h às 16h); Sábados, domingos e feriados (10h às 14h)
- Entrada: Gratuita
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