A exposição “Hiromi Nagakura até a Amazônia com Ailton Krenak” é um mergulho profundo na pluralidade dos povos originários. Entre as décadas de 1990 e 2000, o fotógrafo japonês e o líder indígena percorreram territórios sagrados, capturando não apenas imagens, mas a alma de diferentes culturas.

Mas, afinal, quem são os povos que estampam essas obras? No Banco da Amazônia, acreditamos que entender essas identidades é o primeiro passo para valorizar a nossa ancestralidade. Conheça as etnias retratadas:

1. Kricatijê Krikati: “aqueles da aldeia grande”

Localizados no Maranhão, os Krikati (família Timbira) mantêm viva a tradição da Corrida de Tora, um ritual que exige vigor físico e união. Sua cultura é um elo vibrante entre a natureza e a vida comunitária, expressa em cantos, sementes e cestarias minuciosas.

  • Língua: Tronco Macro-Jê.

2. Xavante: Os Guerreiros do Cerrado

Vindos do Mato Grosso, os A’uwê Uptabi (Xavante) são conhecidos por sua resistência e rituais de luta corporal. A identidade visual deste povo é marcante: o uso do vermelho do urucum, o preto do jenipapo e o tradicional cordão de algodão são símbolos de um povo que protege o Cerrado com bravura.

  • Língua: Família Akwẽ (Macro-Jê).

3. Yawanawá: O Povo da Queixada

Nas cabeceiras do Rio Gregório, no Acre, os Yawanawá celebram a vida através de cantos ancestrais e do uso sagrado do Rapé e da Ayahuasca. Um dos grandes destaques desta etnia é o protagonismo das mulheres, que lideram rituais e mantêm viva a arte dos desenhos sagrados, os Kênê.

  • Língua: Tronco Pano.

4. Yanomami: Os Filhos da Floresta

Habitantes das densas florestas entre o Amazonas, Roraima e a Venezuela, os Yanomami possuem uma cosmologia complexa. Suas casas coletivas (shabonos) e o uso constante de plumas e pinturas de urucum refletem uma vida em total simbiose com o ecossistema local.

  • Língua: Tronco Yanomami.

5. Huni Kuin: Gente de Verdade

Presentes no Acre e no Peru, os Huni Kuin (Kaxinawá) são mestres na tecelagem e na pintura corporal. As mulheres da etnia são as guardiãs dos Kenes (desenhos sagrados), padrões geométricos que representam a visão espiritual e a harmonia com a floresta.

  • Língua: Família Pano (Hãtxa Kuin).

6. Akrãtikatêjê: O Gavião da Montanha

No Pará, dentro da Terra Indígena Mãe Maria, os Akrãtikatêjê são reconhecidos pelo profundo conhecimento botânico. O manejo sustentável da terra e o trabalho agrícola não são apenas subsistência, mas formas de afirmação territorial e preservação da floresta.

  • Língua: Timbira (Família Jê).

7. Ashaninka: Povo da Liberdade

Com território entre o Acre e o Peru, os Ashaninka são exemplos mundiais de recuperação ambiental. Eles transformam áreas degradadas em santuários de biodiversidade, unindo a tecelagem das tradicionais túnicas kushmas aos ensinamentos espirituais da floresta.

  • Língua: Família Aruak.

A Amazônia viva em detalhes

A exposição é um convite para pararmos de ver a Amazônia apenas como uma paisagem e passarmos a enxergá-la como um território de gentes, saberes e resistências.

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