No dia 03 de março de 2026, a partir das 10h, as portas do Centro Cultural Banco da Amazônia voltam a se abrir para o público. Mais do que uma reabertura, este é um convite especial: retomar o hábito de viver a cidade por meio da arte, da memória e das histórias que fazem da Amazônia o centro do mundo.

Este recomeço celebra um marco importante: os 410 anos de Belém. Localizado no coração da capital, o Centro Cultural se consolida como o epicentro de cultura, identidade e debate climático, conectando o cotidiano paraense às grandes agendas globais. Com o patrocínio master do Banco da Amazônia, o espaço reafirma seu compromisso em ser um ponto de encontro gratuito, acessível e transformador.

Um retorno marcado por grandes exposições

A retomada do Centro Cultural chega acompanhada de um conjunto de exposições que conversam diretamente com a Amazônia, seus povos, sua arquitetura e sua relação com o clima. Cada galeria conta uma parte dessa história, convidando o visitante a percorrer o espaço como quem passeia por diferentes camadas da região.

Confira o que está em cartaz:

Hiromi Nagakura até a Amazônia com Ailton Krenak
Galeria 1
Em cartaz até 22/03/2026 (exposição prorrogada)

Habitar a Floresta
Galeria 2
Em cartaz até 08/03/2026

Clima, o novo anormal
Galeria 3
Em cartaz até 15/03/2026

Uma Belém no Olhar de Alguém
Hall
Em cartaz até 08/04/2026

Hiromi Nagakura e Ailton Krenak: a Amazônia em imagem e palavra

Um dos destaques da retomada é a exposição “Hiromi Nagakura até a Amazônia com Ailton Krenak”, cuja permanência foi prorrogada até 22 de março de 2026. A mostra nasce do encontro entre o fotógrafo japonês Hiromi Nagakura, que percorreu o mundo registrando modos de vida ameaçados, e o líder indígena Ailton Krenak, uma das vozes mais importantes do pensamento indígena contemporâneo.

Em dezenas de fotografias produzidas em expedições pela Amazônia e por outros territórios, o visitante é convidado a ver de perto o cotidiano de povos indígenas e ribeirinhos, suas casas, festas, viagens, rituais e silêncios.

As imagens revelam uma Amazônia que não é cenário distante, mas território vivo, habitado por pessoas com nomes, histórias e sonhos, em diálogo constante com a floresta.

A curadoria de Krenak faz da exposição um percurso sensível sobre memória, resistência e futuro, aproximando o público urbano de realidades que muitas vezes ficam fora do noticiário.

É uma oportunidade de conhecer, em um mesmo espaço, o encontro entre o olhar de um fotógrafo internacional e o pensamento de um dos principais intelectuais brasileiros.

Habitar a Floresta: arquitetura, futuro e modos de viver

Na Galeria 2, a exposição “Habitar a Floresta” convida o público a pensar como se constrói – e se vive – em territórios de floresta. A mostra reúne projetos arquitetônicos realizados em colaboração com povos indígenas, comunidades ribeirinhas e quilombolas da Amazônia brasileira.

Por meio de maquetes, desenhos, fotografias e vídeos, a exposição apresenta soluções de moradia, espaços comunitários e equipamentos coletivos que respeitam o ambiente e valorizam saberes tradicionais. “Habitar a Floresta” integrou a programação cultural ligada à COP30, reforçando a ideia de que manter as pessoas dentro da floresta, com dignidade e infraestrutura, é uma das formas mais eficazes de conservá-la.

Para o visitante, a mostra funciona como um convite a rever o que significa “construir” na Amazônia: em vez de impor modelos prontos, aprender com a floresta e com as comunidades que a habitam.

Clima, o novo anormal: quando o cotidiano sente o aquecimento

Na Galeria 3, a exposição “Clima, o novo anormal” trata das mudanças climáticas não como um tema distante, mas como algo que já afeta o dia a dia das cidades e comunidades amazônicas.

Com recursos visuais, dados, imagens e experiências imersivas, a mostra ajuda o público a compreender como fenômenos como eventos extremos, cheias e secas recordes impactam diretamente a vida de quem vive na região.

Ao percorrer a galeria, o visitante é convidado a refletir sobre a urgência de agir e sobre o papel da Amazônia na regulação climática do planeta. A exposição conecta ciência, arte e sensibilização, abrindo espaço para que cada pessoa se veja como parte do problema e, principalmente, da solução.

Uma Belém no Olhar de Alguém: a cidade vista por quem a vive

No hall do Centro Cultural, a exposição “Uma Belém no Olhar de Alguém” permanece em cartaz até 8 de abril de 2026. A mostra reúne fotografias de artistas visuais que atuam em Belém, compondo um retrato afetivo da cidade por meio de diferentes olhares.

São imagens que destacam ruas, festas, pessoas, rios, portos, mercados e fachadas históricas, criando uma espécie de álbum coletivo que celebra a Belém de quem a vive no dia a dia.

A exposição integra iniciativas culturais que conectam o aniversário da cidade, a programação de museus e o fortalecimento de espaços culturais abertos ao público.

Um convite para voltar a ocupar o Centro Cultural

A retomada das atividades do Centro Cultural é um convite para que o público volte a ocupar esse espaço como ponto de encontro, descanso, descoberta e reflexão. A partir de 03 de março de 2026, às 10h, o Centro Cultural Banco da Amazônia retoma sua agenda com exposições que falam de Amazônia, clima, cidade e futuro, sempre com entrada gratuita.

Seja você visitante recorrente, alguém que passa pelo centro todos os dias ou quem ainda nunca entrou no prédio, este é um bom momento para incluir esse passeio na sua rota. Venha caminhar pela galeria, sentar para observar as imagens, ler os textos com calma e, quem sabe, enxergar a Amazônia de um jeito novo

Sugestão de entrevista:

Para entender mais sobre o conceito criativo desta retomada e o papel institucional do banco, sugerimos conversar com Ana Amélia Fadul ou Leandro Valente, que podem detalhar o impacto destas mostras no cenário cultural paraense.

Para conferir a agenda completa do Centro Cultural Banco da Amazônia e ficar por dentro das próximas atividades culturais, siga o perfil oficial no Instagram (@bancoamazoniacultural) e acompanhe as atualizações no site oficial do Banco da Amazônia.