Neste 4 de fevereiro de 2026, os olhos do Brasil se voltam para o ponto onde o mundo se divide. Macapá completa 268 anos de fundação, consolidando-se como uma capital que equilibra perfeitamente o peso da história colonial com a urgência da sustentabilidade moderna.

O Banco da Amazônia, parceiro estratégico do desenvolvimento amapaense, celebra esta data homenageando a resiliência do povo macapaense e reafirmando seu compromisso com a economia local.

A origem: do Tupi ao império

A história de Macapá é moldada pelas águas e pela estratégia militar. O nome deriva do tupi macapaba, que significa “lugar de bacabas” (uma palmeira nativa abundante na região).

Fundada oficialmente em 1758 por Francisco Xavier de Mendonça Furtado, a então Vila de São José do Macapá nasceu para ser a sentinela do Rio Amazonas. O maior símbolo dessa época é a Fortaleza de São José do Macapá.

Construída entre 1764 e 1782 com mão de obra indígena e africana, suas muralhas em formato de estrela permanecem como a maior fortificação portuguesa nas Américas, hoje Patrimônio Histórico Nacional.

Geografia única: onde o Sol dita o ritmo

Macapá detém um título que nenhuma outra capital mundial possui: é a única cidade onde o equador terrestre atravessa de forma urbana e acessível.

  • O Monumento do Marco Zero: O obelisco de 30 metros é o ponto de encontro de turistas que buscam o “equilíbrio perfeito”. Durante os equinócios, em março e setembro, ocorre o fenômeno da sombra zero, celebrando o alinhamento total com o sol.
  • O Estádio Zerão: Famoso mundialmente, o estádio Milton de Souza Corrêa tem a linha de meio de campo exatamente sobre a Linha do Equador. Um time ataca no Hemisfério Norte enquanto o outro defende no Hemisfério Sul, uma curiosidade que atrai entusiastas do esporte de todo o globo.

Cultura e identidade: o pulsar do Marabaixo

A alma macapaense é ritmada pelo Marabaixo. Reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, o Marabaixo é uma expressão de fé e resistência da comunidade negra, marcada pelo som das caixas (tambores), pelo consumo da gengibirra e pelas saias coloridas que giram em devoção ao Divino Espírito Santo e à Santíssima Trindade.

Além do Marabaixo, a cidade preserva o Batuque e as festividades no Laguinho, um dos bairros mais tradicionais e berço da cultura afro-amapaense.

Sabores do Meio do Mundo

Não se pode falar de Macapá sem mencionar sua rica gastronomia. O Mercado Central, recém-revitalizado, é o coração desse setor.

  • Pratos típicos: O peixe frito com açaí (consumido com farinha de mandioca), o camarão no bafo e a gengibirra (bebida tradicional do Marabaixo feita de gengibre e aguardente) são patrimônios sensoriais da capital.
  • Potencial Turístico: A culinária local, unida ao ecoturismo no Bioparque da Amazônia e no Museu Sacaca, coloca Macapá como um destino emergente de turismo sustentável.

Ações culturais: shows na Praça Jacy Barata e “Virada Cultural” no Marco Zero

  • Show na Praça Jacy Barata: Sorriso Maroto como atração nacional principal no dia 4/02, às 21h, com artistas locais, Pagodelas e DJ, parte da Virada Cultural de encerramento. Praça é o “grande palco das celebrações”.
  • Virada Cultural no Marco Zero: Programação cultural extensa inclui atividades no Complexo do Samba/Marco Zero, com corrida passando por cartões postais como Praça dos Povos e Rampa do Açaí, integrando arte e esporte.

Um olhar para o amanhã

Macapá chega aos 268 anos com o desafio de crescer de forma inteligente. O Banco da Amazônia se orgulha de estar presente em cada conquista, financiando o microempreendedor e a grande indústria, sempre com o foco em uma Amazônia Viva e Próspera.

Parabéns, Macapá! Que o seu desenvolvimento continue sendo luz para todo o Norte brasileiro.