No dia 21 de março, o mundo volta os olhos para o Dia Internacional das Florestas. Para nós, que vivemos e produzimos na Amazônia, esta data vai além da celebração: ela é um lembrete do nosso compromisso em equilibrar a produção econômica com a conservação do bioma.
A floresta, além de um cenário, é a base de um ecossistema econômico plural que gera emprego, renda e soluções climáticas para o planeta. No Banco da Amazônia, acreditamos que manter a floresta em pé é o melhor negócio para o produtor, para a comunidade e para o futuro.
A Bioeconomia
O desenvolvimento da Amazônia passa obrigatoriamente pela valorização do que a floresta oferece de forma regenerativa. Hoje, a bioeconomia já se consolidou como uma das frentes mais promissoras para a região.
Produtos como o açaí, a castanha-do-pará, o cacau extrativo e os óleos essenciais não são apenas commodities; são ativos de alto valor agregado que ganham o mercado internacional. Financiar quem trabalha com esses recursos é garantir que a riqueza da biodiversidade se transforme em prosperidade para as famílias locais.
O compromisso com o futuro do ecossistema
Celebrar a floresta é, acima de tudo, um exercício de responsabilidade compartilhada. A conformidade com o Código Florestal e a manutenção do CAR (Cadastro Ambiental Rural) ativo são formas de garantir que cada propriedade seja uma aliada da preservação, funcionando como um cinturão de proteção para a biodiversidade regional.
Ao priorizar a regularidade ambiental, estabelecemos um padrão de governança que protege o patrimônio natural, mitiga impactos climáticos e assegura que a exploração dos recursos ocorra dentro dos limites que a terra pode suportar. É o reconhecimento de que a integridade da floresta é a maior garantia de longevidade para qualquer atividade exercida na região.
Para aprofundar este debate, convidamos Samara Pereira Farias, Gerente Executiva de Sustentabilidade, para uma entrevista exclusiva sobre como as diretrizes de ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa) estão redesenhando o crédito e a bioeconomia na nossa região.

Samara, no Dia das Florestas, como as políticas de ESG do Banco garantem que o crédito chegue a quem realmente mantém a mata em pé?
No Banco da Amazônia, ESG não é um conceito — é um filtro operacional do crédito. Nossa Política de Responsabilidade Social, Ambiental e Climática (PRSAC) estrutura critérios que começam antes mesmo da concessão do crédito e seguem ao longo de todo o ciclo de financiamento. Isso inclui a análise de regularidade ambiental, verificação de sobreposição com áreas protegidas ou território indígena, além das implicações relacionadas à exposição a risco climático. Além disso, estamos intensificando aplicações em linhas voltadas à Bioeconomia, Sistemas Agroflorestais e integração lavoura-pecuária-floresta, garantindo que o crédito seja direcionado para atividades que combinem geração de renda e conservação.
Aproveitando o Dia da Água, quais são os critérios de sustentabilidade que o Banco exige para projetos que impactam diretamente os nossos rios?
Projetos que têm impacto nos recursos hídricos são tratados de forma cautelosa. Adotamos critérios rigorosos que incluem licenciamento ambiental válido, sobretudo considerando a legislação específica de cada estado onde atuamos, além da análise de uso e captação de água, controle de efluentes e verificação de impactos cumulativos na bacia hídrica. É importante destacar também a necessária verificação dos aspectos sociais e o possível impacto nas comunidades locais.
De que maneira a agenda de ESG transforma a percepção do mercado sobre o valor dos produtos que saem da Amazônia Legal?
Ela reposiciona nossa região de fornecedora de commodities para protagonista de ativos sustentáveis de alto valor. Ao incorporar critérios ASG, contribuímos para qualificar a origem dos produtos, garantindo rastreabilidade e alinhamento a padrões internacionais. Isso abre acesso a mercados mais exigentes e melhores condições de financiamento, reduzindo riscos reputacionais e ampliando a confiança de investidores globais.
Como o Banco consegue equilibrar a missão de promover o desenvolvimento regional com o rigor das metas globais de sustentabilidade?
Desenvolvimento e sustentabilidade são interdependentes. Não há desenvolvimento na Amazônia sem conservação, e não há conservação sem geração de renda. Estruturamos nossa estratégia para alinhar o financiamento à vocação da região (bioeconomia, baixo carbono). Ao mesmo tempo, incorporamos padrões globais à nossa governança para conectar esse desenvolvimento às melhores práticas internacionais de gestão de risco e transparência.
Samara, qual a sua visão sobre o futuro da Amazônia onde o crédito e a preservação caminham lado a lado?
O futuro passa por saber transformar preservação em valor econômico. Estamos caminhando para um modelo onde preservar deixa de ser uma obrigação e passa a ser um ativo valioso. A Amazônia tem potencial para ser uma referência global em economia sustentável, e o crédito é o elo que conecta escala, coordenação e confiança. Eu acredito em uma Amazônia onde produzir e preservar são partes de uma mesma estratégia de desenvolvimento.
O legado para as próximas gerações
Preservar a floresta é assegurar que os ciclos de chuva, a regulação térmica e a fertilidade do solo continuem sustentando o nosso agronegócio e a vida nas cidades. Neste Dia Internacional das Florestas, renovamos nosso propósito de ser o banco que entende a Amazônia e investe no potencial de quem produz com consciência.
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