Produzir, preservar e garantir futuro. Na Amazônia, esses três desafios caminham juntos e exigem soluções coletivas. A trajetória da Cooperacre, cooperativa acreana que hoje exporta produtos da floresta para mais de 11 países, mostra que o desenvolvimento sustentável é possível quando comunidade, propósito e apoio atuam em conjunto.
Você pode conhecer essa história através do Manoel Monteiro, superintendente da cooperativa e personagem do 6º episódio de “A vida da Amazônia começa em você”, websérie do Banco da Amazônia que apresenta casos reais de transformação socioeconômica na região.
O início de um sonho: a criação da cooperativa
No início dos anos 2000, cooperativas locais e famílias extrativistas enfrentavam dificuldades para comercializar seus produtos dentro do próprio município. A produção existia, mas faltavam estrutura, compradores e canais de escoamento.
A COOPERACRE foi criada porque as cooperativas do município tinham muita dificuldade de vender seus produtos. A união foi o caminho para superar esse desafio. – Manoel Monteiro
A fundação ocorreu em dezembro de 2001, com início efetivo das operações em fevereiro de 2002, marcando o começo de um processo de organização coletiva que mudaria a realidade de centenas de famílias.
Falta de capital e acesso ao crédito: os primeiros desafios
Nos primeiros meses de funcionamento, a Cooperacre enfrentava um problema central: a ausência de capital e de acesso ao sistema financeiro.
As famílias cooperadas não tinham relacionamento bancário e a cooperativa ainda não contava com estrutura industrial própria. Manoel conta que o acesso aos bancos era limitado e que muitas portas se fecharam no início.
O cenário começou a mudar com o Banco da Amazônia, que viabilizou a abertura da conta bancária da cooperativa e apoiou os produtores desde os primeiros passos.
A Cooperacre hoje: uma rede de dezenas de famílias no Acre
Com o passar dos anos, a Cooperacre se consolidou como uma das principais redes cooperativas da região. Atualmente, mais de 3.500 famílias estão integradas à cooperativa, espalhadas pelo estado do Acre.
Esse crescimento permitiu ampliar a produção, agregar valor aos produtos florestais e estruturar cadeias produtivas sustentáveis, baseadas no uso responsável dos recursos naturais.
Um dos marcos da trajetória da Cooperacre é a inserção no mercado internacional. Produtos como a castanha-do-brasil são hoje exportados para mais de 11 países, conectando comunidades amazônicas ao mercado global.
O orgulho desse avanço é traduzido nas palavras de Manoel:
É um orgulho imenso saber que a nossa produção, como a castanha, hoje está sendo exportada para mais de 11 países do mundo. – Manoel Monteiro
Uma história que traduz o desenvolvimento sustentável na Amazônia
A trajetória da Cooperacre mostra que desenvolvimento sustentável não é um conceito abstrato, mas uma prática construída no dia a dia, com diálogo, cooperação e apoio institucional.
Para Manoel Monteiro, o cooperativismo vai além do aspecto econômico. Ele defende que o trabalho coletivo exige responsabilidade social e ambiental, com foco nas próximas gerações.
A gente não trabalha só para a gente. É da Terra que tiramos o que comer, mas precisamos tirar com equilíbrio, para não destruir o planeta e garantir qualidade de vida no futuro, afirma.
Essa visão orienta a atuação da Cooperacre e reforça a importância de modelos produtivos que conciliam preservação ambiental, geração de renda e bem-estar social.
Assista ao episódio agora
O episódio “Manoel e o Seringal”, da série “A vida da Amazônia começa em você”, convida à reflexão sobre o papel de cada cidadão na preservação da floresta e no fortalecimento de iniciativas que promovem inclusão social e econômica na Amazônia.
Confira agora nos canais oficiais do Banco da Amazônia (@bancoamazonia) e assista ao episódio completo no YouTube e Linkedin.