No último sábado (28), o Centro Cultural Banco da Amazônia transformou-se em um espaço de memória e inspiração. A mesa-redonda “A trajetória de cada um: processos e trajetórias na fotografia em Belém” reuniu nomes de peso da cena visual local para uma manhã de trocas profundas e conexões genuínas com o público.
O evento serviu como um desdobramento da exposição “Uma Belém no Olhar de Alguém”, permitindo que os visitantes fossem além das imagens fixadas nas paredes e mergulhassem nos bastidores criativos de quem as produziu.
O olhar que desperta
A fotografia, muitas vezes, começa como um exercício descompromissado de observação, mas acaba se tornando uma linguagem de pertencimento. Durante o debate, a fotógrafa Nádia Borborema compartilhou como sua relação com a capital paraense mudou ao segurar uma câmera:
Procuro em minhas fotografias extravasar. Quando comecei a tirar fotos, enxerguei a cidade com outros olhos, mas sem muito compromisso. Então, encontrei um grupo, o Fotoclube, e foi aí que despertei de fato essa perspectiva ampla e curiosa a respeito da cidade.
O processo de curadoria: o desafio de narrar a cidade
O curador da exposição e mediador da mesa, Emanuel Franco, trouxe uma perspectiva fascinante sobre os bastidores. Ao planejar a mostra em comemoração ao aniversário de Belém, ele se deparou com um oceano de memórias visuais:
- O desafio: Selecionar imagens em um prazo curto para a inauguração.
- A resposta: O recebimento de 325 imagens que revelam o amor e a técnica dos artistas locais.
- O resultado: Uma síntese potente entre o passado e o presente da cidade.
Conexões entre o passado e o futuro
A diretora do Centro Cultural Banco da Amazônia, Ana Amelia Fadul, não escondeu a satisfação de ver a “nata da fotografia” reunida. Para ela, o evento foi mais que uma exposição técnica; foi um ato de afeto.
É uma honra o Banco da Amazônia ter a nata da Fotografia aqui conosco. O professor Emmanuel conseguiu trazer o que há de melhor, trazendo a fotografia num condão do amor.
Artistas presentes na Mesa:
O público teve o privilégio de ouvir relatos de profissionais que moldam a identidade visual de Belém:
- Alexandre Baena
- Fabiola Tuma
- Iza Girard
- Mariano Klautau Filho
- Nádia Borborema
- Patrícia Brasil
- Valério Silveira
O legado de um olhar coletivo
A mesa-redonda reafirmou que a exposição “Uma Belém no Olhar de Alguém” não é só um registro visual, mas um diálogo vivo entre o artista, a cidade e o espectador. Ao abrir espaço para que os fotógrafos compartilhassem suas trajetórias, o Centro Cultural Banco da Amazônia humanizou a técnica e revelou que, por trás de cada clique, existe uma busca profunda por pertencimento e extravasamento.
Iniciativas como esta fortalecem a cena cultural paraense, celebrando a nossa fotografia e incentivando novos olhares a registrarem a alma de Belém. Que os próximos encontros continuem a nos inspirar a olhar para a nossa terra com a mesma curiosidade, afeto e potência visual que testemunhamos nesta manhã inesquecível.
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