O que você estava fazendo aos 13 anos? Em 1926, em Belém, uma jovem já sabia exatamente qual caminho seguir. Movida pela curiosidade e pelo encantamento que a floresta despertava, Clara Pandolfo decidiu que a Química Industrial seria sua ferramenta para entender e, mais tarde, proteger o maior patrimônio do mundo.
No Dia Internacional das Mulheres na Ciência, celebramos a trajetória de Clara, não apenas como uma pioneira de laboratório, mas como uma estrategista que usou o conhecimento para manter a Amazônia de pé.
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A força por trás do jaleco: determinação e resiliência
A trajetória de Clara Pandolfo não foi traçada apenas por fórmulas e mapas, mas por uma resiliência admirável.
Imagine uma jovem de apenas 14 anos, em plena década de 1920, decidindo que seu destino estava na Química Industrial, um campo quase exclusivamente masculino na época. Clara não buscou apenas o diploma; ela buscou voz.
Sua caminhada foi marcada pelo desafio constante de provar que a sensibilidade feminina e o rigor científico poderiam caminhar juntos para resolver problemas complexos.
Ela enfrentou as limitações impostas às mulheres de sua geração com uma clareza de propósito invejável: a de que a Amazônia não precisava apenas de exploração, mas de inteligência estratégica.
Ao ocupar cargos de liderança em instituições como a SUDAM, Clara demonstrou que o lugar da mulher na ciência é onde ela decide estar, seja no laboratório, seja na linha de frente das grandes decisões que moldaram a nossa região.
A ciência a serviço da floresta
Desde os anos 1960, Clara dedicou sua vida a cuidar da Amazônia com uma visão que estava décadas à frente de seu tempo. Enquanto a floresta ainda carecia de proteções eficientes, ela teve uma ideia revolucionária: utilizar satélites para identificar áreas de desmatamento.
Hoje, o monitoramento via satélite é a base de qualquer política ambiental séria, mas, na época, foi o pioneirismo de uma mulher do Norte que iniciou pesquisas e ações efetivas para mapear e proteger o território.
O que hoje fazemos com um clique no celular, Clara ajudou a construir quando a tecnologia de satélites ainda era um desafio global.
O conhecimento como motor do desenvolvimento
No Banco da Amazônia, acreditamos que a história de Clara Pandolfo é um espelho para milhares de mulheres que, hoje, empreendem e pesquisam na nossa região. O desenvolvimento sustentável não é um conceito abstrato; ele nasce quando alguém decide acreditar em uma ideia e transformá-la em ação.
Seja através do microcrédito que apoia a pequena produtora ou do fomento a grandes projetos de bioeconomia, o objetivo é o mesmo: garantir que a ciência, a tradição e o empreendedorismo caminhem juntos.
A Amazônia segue viva quando o conhecimento vira cuidado. E o exemplo de Clara nos deixa uma provocação: acreditar nas suas próprias ideias e na capacidade de transformar a realidade ao seu redor é, ainda hoje, o maior ato revolucionário.
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