Considerada um dos maiores marcos da fotografia documental do planeta, a exposição reúne um impressionante acervo de 150 imagens em preto e branco registradas entre os anos de 1986 e 1992. 

Fruto de uma monumental pesquisa de campo realizada em 26 países, o projeto capta, com sensibilidade ímpar, o esforço de operários, camponeses e garimpeiros sob as condições mais adversas do planeta. 

Cada fotografia funciona como um documento antropológico e artístico indispensável, eternizando os gestos cotidianos que impulsionaram a construção do mundo contemporâneo.

Visitar a exposição Trabalhadores , de Sebastião Salgado, no Centro Cultural Banco da Amazônia (CCBA) , é fazer uma viagem no tempo e no espaço. A mostra foi projetada como um verdadeiro mapa geográfico e social, conduzindo o visitante por um percurso visual emocionante que documenta o fim da era do trabalho manual massivo.

Ao longo de 150 fotografias em preto e branco tiradas entre 1986 e 1992, o roteiro da exposição divide-se em núcleos temáticos que conectam diferentes continentes por meio do esforço humano. Cada parada revela a dignidade e as transformações sofridas por profissões que hoje se encontram quase extintas.

O itinerário da mostra propõe uma imersão profunda que cruza fronteiras e continentes:

  • A Força da Terra: o roteiro se inicia nas atividades agrícolas essenciais, destacando a dureza e a beleza plástica de cenários como as plantações de cana-de-açúcar no Brasil e a colheita em outras regiões do mundo.
  • A Arqueologia Industrial: o percurso avança para os grandes centros de produção fabril e naval, revelando os operários têxteis em Bangladesh e os trabalhadores em estaleiros e indústrias petroquímicas sob condições extremas.
  • A Linha de Frente da Extração: a rota ganha contornos dramáticos ao registrar os mineiros de carvão na Índia, os extratores de enxofre na Indonésia e a monumental cadeia humana a céu aberto no garimpo de Serra Pelada, no Pará.

Um novo atalho no itinerário: o Tour Virtual 360°

Para quem deseja refazer esse roteiro de qualquer lugar, o Centro Cultural disponibiliza o Tour Virtual 360°. A ferramenta digital reproduz fielmente a disposição das salas e a sequência exata planejada pela curadoria, permitindo passear pelas paredes da Galeria 1, aproximar-se de cada obra e ler os contextos históricos que acompanham os painéis.

Programe-se para seguir essa rota

A exposição física e gratuita segue aberta em Belém, oferecendo uma oportunidade indispensável para vivenciar o legado humanista de um dos maiores nomes da fotografia mundial.

  • Onde: Centro Cultural Banco da Amazônia (Av. Presidente Vargas, 800 – Campina, Belém – PA)
  • Acesso digital: Clique aqui para o Tour Virtual 360°
  • Período de Visitação: em cartaz até o dia 16 de agosto
  • Horários: Terça-feira a sexta-feira, das 10h às 16h; Sábados, domingos e feriados, das 10h às 14h