Entre os dias 12 e 14 de janeiro, o Centro Cultural Banco da Amazônia promove uma programação especial que reúne o escritor, ativista e pensador indígena Ailton Krenak e o fotógrafo japonês Hiromi Nagakura. Serão três dias de encontros, diálogos e oficinas abertas ao público.

A iniciativa integra as comemorações pelos 410 anos de Belém e se apresenta como um presente à cidade. Mais do que uma agenda cultural, a programação propõe um espaço de escuta, reflexão e troca de saberes ancestrais, conectando palavra, imagem, território e experiência.


Presenças especiais no dia do aniversário de Belém

No dia 12 de janeiro, data em que Belém celebra seus 410 anos, Centro Cultural Banco da Amazônia e o Instituto Tomie Ohtake presenteiam a capital paraense com as presenças de Ailton Krenak e Hiromi Nagakura.

O encontro parte das experiências vividas ao longo das viagens e dos contatos com as etnias retratadas na exposição “Hiromi Nagakura até a Amazônia com Ailton Krenak”, disponível na Galeria 1 do Centro Cultural Banco da Amazônia.

A conversa propõe uma reflexão sobre as tradições milenares desses povos, sua profunda relação com os territórios que habitam e os desafios enfrentados na contemporaneidade, a partir do diálogo entre a palavra e a imagem. Nesse dia, também vamos cantar parabéns para Belém.

Educação, território e futuro em diálogo com educadores

A programação segue no dia 13 de janeiro com um encontro com professores e educadores pela manhã. Ailton Krenak se junta a Marineusa Pryj Krikati e Maria Alexandrina da Silva Pinhanta (Sãtsi), para uma conversa aberta sobre os desafios do mundo atual.

Temas como educação, convivência, território e futuro atravessam o diálogo, a partir das perspectivas dos povos indígenas e de suas formas próprias de ensinar, aprender e se relacionar com o mundo. O encontro propõe um espaço de escuta e reflexão, estimulando educadores a repensar práticas pedagógicas e ampliar seus repertórios culturais e sociais.

Saberes da floresta e do cerrado em diálogo

Ainda no dia 13, às 18h, acontece a mesa de debate “O encontro de Ailton Krenak e Hiromi Nagakura com os povos da floresta e do cerrado”. O reencontro reúne, além de Krenak e Nagakura, Maria Alexandrina da Silva Pinhanta (Sãtsi), Isa Tximá Huni Kuin, Maria Salete Caapir Krikati e Marineusa Pryj Krikati.

A conversa aborda vivências, saberes e a importância dos territórios da floresta e do cerrado como espaços de vida, cuidado e resistência. A partir de experiências compartilhadas, o debate destaca os conhecimentos ancestrais desses biomas como caminhos possíveis para pensar o presente e o futuro.

Oficinas que conectam prática, identidade e ancestralidade

O encerramento da programação acontece no dia 14 de janeiro com duas oficinas, em quatro sessões, que aproximam o público de práticas culturais indígenas.

Pela manhã, às 10h e às 11h30, Isa Tximá Huni Kuin conduz a oficina “A tecelagem do povo Huni Kuin”, apresentando materiais, processos e significados dessa prática ancestral. A atividade revela a tecelagem como expressão de identidade, relação com o território e continuidade dos modos de vida comunitários.

À tarde, às 14h e às 15h30, a oficina “Pintura corporal Huni Kuin e Krikati” convida o público a uma vivência conduzida por Isa Tximá Huni Kuin, Maria Salete Caapir Krikati e Marineusa Pryj Krikati. A atividade apresenta grafismos, materiais e significados da pintura corporal, reforçando seu papel como linguagem cultural e simbólica dos povos indígenas.

Acompanhe e participe

As atividades são gratuitas mediante inscrições prévias através do link https://linktr.ee/centroculturalbancoamazonia. Para saber mais sobre essa e outras ações culturais, acompanhe o perfil @bancoamazoniacultural nas redes sociais.