A fotografia é, antes de tudo, um exercício de escolha. O que decidimos enquadrar diz tanto sobre o mundo quanto sobre quem segura a câmera. No mês de março, o Centro Cultural Banco da Amazônia abre espaço para uma série de conversas fundamentais sobre a força criativa que move a nossa região: “Belém Pelo Olhar Delas”.
Neste episódio da série, mergulhamos no universo das fotógrafas Andréia Noronha e Patrícia Brasil. Em meio às obras da exposição “Uma Belém no Olhar de Alguém”, as artistas compartilham não apenas técnicas, mas vivências que transformam a capital paraense em um cenário de investigação e afeto.
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O encontro de duas trajetórias
Patrícia Brasil dedica anos ao registro de histórias e memórias que atravessam a cidade e seus habitantes. Para ela, a fotografia é um registro de afetos. Já Andréia Noronha utiliza a lente para investigar a cidade e as potências que nascem dos encontros cotidianos.
Sentadas diante de suas próprias obras, as duas iniciam um diálogo que percorre os desafios e as belezas de ser uma mulher artista na Amazônia hoje.
Três pontos de reflexão sobre o protagonismo feminino
Durante a conversa, alguns temas centrais emergem como pilares para a nova geração de artistas:
- A Identidade da mulher fotógrafa: O que significa ocupar esse espaço hoje? Mais do que técnica, trata-se de imprimir uma perspectiva de cuidado e resistência no olhar sobre o território.
- Redes de fortalecimento: A arte feminina não cresce de forma isolada. O diálogo entre Andréia e Patrícia demonstra que a troca de experiências e o apoio mútuo entre mulheres artistas são o que consolidam vozes autorais mais fortes.
- Voz autoral e inspiração: Investigar a própria voz exige olhar para trás e reconhecer as fotógrafas que abriram caminhos, transformando inspiração em combustível para novas narrativas sobre Belém.
Cultura viva na Amazônia
A série reforça o compromisso do Centro Cultural Banco da Amazônia em ser um lugar de Cultura Viva. Ao dar voz às mulheres que registram nossa realidade, o Banco da Amazônia valoriza o patrimônio imaterial e a produção contemporânea que define nossa identidade.
A força criativa feminina não apenas registra a Amazônia; ela a move.
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