No terceiro dia do Fórum Econômico Mundial 2026, Fábio Maeda, CFO do Banco da Amazônia, apresentou a estratégia de internacionalização do banco, ao desconstruir a visão romântica da Amazônia, focada apenas em floresta e biodiversidade, para revelar seu enorme potencial econômico humano.
Além da visão romântica
“Tem-se muito internacionalmente uma visão romântica, da floresta, dos animais. Isso é importante, mas tem outro viés de destaque: as pessoas que vivem lá, o potencial econômico, o potencial de consumo”, explicou Maeda.
Os números impressionam: 1,5 milhão de clientes atendidos em uma população de 30 milhões de amazônidas, evidenciando enorme espaço para crescimento na região que mais cresce no Brasil.
Portfólio completo de desenvolvimento regional
Como principal agente de fomento da Amazônia Legal, o Banco atua em todos os segmentos:
- Microcrédito – Maior aplicador da região, com destaque para Amazônia para Elas, linha específica de crédito feminino
- Micro e pequenas empresas – base do empreendedorismo local
- Corporate – grandes operações estruturadas
- Infraestrutura – investimentos fundamentais para conectividade
Experiências em Davos
“Todas as reuniões e painéis têm sido muito surpreendentes e agregadores”, relatou Maeda.
A delegação, que inclui Ruth Helena (Marketing) e Samara Farias (Negócios Sustentáveis), participa ativamente da primeira missão latino-americana de liderança feminina com Mulheres Inspiradoras, conectando visões locais a perspectivas globais.
Setor bancário brasileiro no palco mundial
Maeda posicionou o setor bancário brasileiro como sólido e bem regulado, fato histórico reconhecido internacionalmente:
“Sempre tem oportunidade de melhoria, mas temos convicção que é um setor muito sólido, muito bem fiscalizado que precisa continuar saudável para investidores e aplicadores.”
Potencial gigante para investimento estrangeiro
A Região Norte lidera o crescimento brasileiro, mas ainda opera em capacidade subutilizada. Fábio Maeda destacou o enorme espaço para expansão do Banco da Amazônia: 1,5 milhão de clientes atendem apenas 5% dos 30 milhões de habitantes da Amazônia Legal. Isso representa uma demanda reprimida por serviços financeiros em um território do tamanho da Europa Ocidental.
Trabalho de base é essencial: gerar empreendedores começa com microcrédito acessível, educação financeira e capacitação técnica. Programas como Amazônia para Elas exemplificam essa abordagem, criando cadeias produtivas sustentáveis (açaí, castanha, buriti) que conectam comunidades remotas a mercados globais.
Economia brasileira: desafios e oportunidades
Desafios estruturais históricos persistem, mas o cenário é positivo:
- Controle da inflação em curso
- Queda de juros em perspectiva
- Reflexos reais no dia a dia da população quando movimentos se consolidarem
A participação em Davos 2026 posiciona o Banco da Amazônia como ponte estratégica entre:
- Realidades locais → 30 milhões de amazônidas
- Recursos globais → investidores internacionais
- Inovação financeira → Amazônia para Elas, PRONAF, infraestrutura
Acompanhe a cobertura completa em: Mulheres Inspiradoras e @bancoamazonia.


